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Marketing ao vivo promete estreitar contatos

Por: 0 31 de Julho de 2013

Para alguns, ir ao supermercado nem sempre é uma tarefa prazerosa, mas há anos empresas do setor varejista vêm pontuando formas de tornar esse momento mais interessante. Entre um corredor e outro, o cliente encontra não só um, mas vários demonstradores de produtos. Queijos, vinhos, pães, entre outros produtos, são apresentados aos consumidores ali mesmo, no momento da compra. E a estratégia funciona: quem nunca experimentou uma dessas novidades e aproveitou o embalo para levar o produto para casa? [caption id="attachment_312992" align="aligncenter" width="548"] Criação da agência Aktuell para a Danone (Foto: From Aktuell).[/caption] A demonstração de produtos no ponto de venda é apenas um dos vieses possíveis do chamado live marketing ou marketing vivo, como o mercado passa a denominar. É atenção ao shopper que está em jogo. No ano passado, esse mercado movimentou no Brasil nada menos de R$ 40 bilhões, 17% a mais em relação aos valores de 2011. Pesquisas exclusivas feitas pelo Grupo Consultores, Nielsen e trendwatching.com sobre como clientes e marcas decidem seus atuais negócios e como estes públicos estão investindo,  foram divulgados durante os debates do Comitê de Pesquisa e Evolução do Mercado o Congresso de Live Marketing, liderado por Marcelo Heidrich, da agência Ponto de criação. A Nielsen, representada pelo diretor de novos negócios e à frente da divisão Nielsen Sports, Mário Riggiero, revela os hábitos e atitudes de shoppers, informando que 60% deles buscam promoções, principalmente aquelas associadas a pontos de venda. E esse percentual tende a ser ainda maior se o foco são as classes C, D, E, que concentram o crescimento de 57% das marcas líderes de mercado. A pesquisa mostra também como os shoppers consomem em mais de um canal, de acordo com a sua conveniência. Por exemplo, em relação a produtos de beleza e higiene, 97% dos lares compram em mais de um canal; 55% deles compram em três canais diferentes; e 16% chegam a comprar em até quatro canais. Quem achou que evolução do comércio digital poderia acabar com os pequenos prazeres das compras, se enganou. Segundo Heidrich, o que acontece é justamente o contrário. “O consumidor está cada vez mais comprometido com a experiência”, diz. [caption id="attachment_312993" align="aligncenter" width="562"] Ação da agência NewStyle para a Lacta (Foto: From NewStyle).[/caption] Essa mudança tem a ver com a realidade imposta pelas mídias sociais. Muito mais participativo e exigente, o consumidor abandonou a posição passiva e usufrui desse canal para dividir suas experiências, sejam elas boas ou ruins. “O maior desafio não é só levar o consumidor até o ponto de venda, mas fazer com que ele sinta essa experiência de forma positiva”, explica . [caption id="attachment_312994" align="aligncenter" width="534"] Live marketing da NewStyle para a Skol (Foto: From NewStyle).[/caption] O caminho? Realidade e transparência, daí o maior destaque da experimentação em detrimento à publicidade convencional. “Se a publicidade vender uma realidade que não existe, hoje o consumidor tem canais suficientes para criticar e prejudicar a imagem da marca em escalas gigantescas”, afirma  

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