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<!--:pt-->Marcia Woolf e o mkt promo carioca<!--:-->

Por: 0 1 de Setembro de 2009

Em 2007, após anos de tentativas frustradas, a Ampro voltou a atuar no Rio de Janeiro por meio de uma diretoria regional. Marcia Woolf, diretora da PromoOffice, foi a escolhida pela entidade e, desde então, o mercado promo carioca ganhou muito em representatividade a atuação.
As agências passaram a se reunir e trocar feedback, palestras e ações de divulgação do marketing promocional  começaram a ser realizadas e, um espaço que estava vazio, foi ocupado, colocando o marketing promocional do Rio de Janeiro no seu merecido lugar.  Promoview foi conhecer de perto quem é esta executiva que está mudando (para melhor) o setor de promoção no Rio e no Brasil. Formada em Comunicação Social pela PUC-RJ em 1980 e pela Fundação Getúlio Vargas em Administração de Marketing em 1982, com 30 anos de mercado, Marcia foi atendimento em algumas das principais agências do Brasil (Denison, CBBA, MPM Propaganda e J. W. Thompson). Em 1993, após sua passagem pela JW Walter Thompson como diretora de Contas, optou por abrir sua própria empresa de marketing promocional e de incentivo, onde, além de continuar a atuar no atendimento a clientes, planeja, cria e coordena os trabalhos da agência. Por conta de sua atuação e realizações, ganhou o prêmio Globes Awards 2008, além do Prêmio Colunistas Destaque do Ano - 2009, pela revitalização da Diretoria Avançada da Ampro no Rio de Janeiro. Promoview:  Marcia Woolf por Marcia Woolf. Marcia Woolf: Marcia é uma pessoa agitada desde criança, que fala muito, inclusive com as mãos, e é sempre muito enfática, firme em relação ao que pensa, mas aberta para ouvir os outros e, se for o caso, mudar de opinião. Adora dança (não perde um espetéculo da Déborah Colker nem do Grupo Corpo), teatro, cinema. Até porque já fez ballet, teatro, tentou jogar tênis, vôlei, mas sempre foi péssima em esportes. Resolveu então, à revelia da família, cuja tradição era ter mulheres professoras, prestar vestibular para Comunicação Social. Para surpresa de todos passou para a PUC, se formou e passou a batalhar e a se dedicar à profissão que escolheu - publicitária. Ama o que faz e se dedica de corpo e alma à sua empresa. É notívaga, dorme pouco e por isso não se importa a mínima em virar noites trabalhando. Pensa em mil coisas ao mesmo tempo, faz mil coisas ao mesmo tempo, sem problemas. Está sempre a mil por hora.  Tem dois filhos que ama de paixão e que são o grande barato da vida dela. Promoview: Como o marketing promocional entrou na sua vida? Por que marketing promocional?   Marcia Woolf: Como disse antes, me formei em Comunicação Social na PUC. Quando fui fazer o vestibular, não tinha a menor ideia que carreira escolher. Na época o vestibular era pelo Cesgranrio que disponibilizava um livrinho com todas as carreiras disponíveis com as suas respectivas características. Depois de ler todas, menos as que tinham a ver com matemática, física, química e afins que eu odeio, optei por Comunicação Social, pois o descritivo tinha tudo a ver com a minha personalidade expansiva. No início eu queria jornalismo. Mas, acabei optando por Publicidade por um motivo engraçado. Desde pequena eu sempre fui alucinada por televisão. Via todas as novelas, programas tipo Circo do Carequinha, Capitão Aza, Siwa e Vagareza, além dos comerciais que eu decorava todos. Ainda por cima morava em frente à TV Rio e ia sempre lá assistir e às vezes participar de alguns programas. Ou seja, era total TV maníaca! Então optei por publicidade por considerar que tinha tudo a ver comigo. Trabalhei então  em grandes agências de Publicidade - Denison, CBBA, MPM e JWT, e percebi que eu gostava de atender varejo que exigia agilidade, raciocínio rápido, enfim loucura total, viradas de noite, trabalhar sábado, domingo, feriado e dia santo. Daí para o marketing promocional foi um pulo. Abri a agência em 1993 e nunca me arrependi de mudar de área. Amo o que faço. Adoro a  pauleira, as surpresas, as mudanças constantes, o stress, tudo por conta do ao vivo e a cores desta atividade que cria, planeja e executa envolvendo criatividade e muita disposição. Como sou muito elétrica, dinâmica e agitada, com certeza tem tudo a ver comigo. Promoview: Quais as ações de maior destaque da PromoOffice? Marcia Woolf: Esta pergunta é difícil... Tem vários trabalhos que eu acho que se destacaram. Mas tem um que eu considero um dos maiores das maiores realizações da PromoOffice. O evento de lançamento da nova marca da CERJ - a Ampla. Este era o nosso primeiro trabalho para este cliente. Foi um evento complexo, na Concha Acústica de Niterói, para 7.500 parceiros, com show da Daniela Mercury, fogos de artifício, laser, chuva de papel picado, enfim, uma loucura!!!!!! Mas, o que foi mesmo o grande desafio foi que a nova marca era de fato desconhecida por toda a força de trabalho, inclusive por alguns diretores da empresa. Então o grande lance do evento era a aparição da nova logo no topo do prédio. Esta estava coberta com quilos de plástico que envolviam cada letra da nova marca. O evento era numa terça-feira e até a sexta-feira anterior não tínhamos chegado à conclusão sobre como descerrar a marca, contando com uma verba reduzida. Realizamos então uma reunião com a presença dos nossos clientes, dos engenheiros da Ampla, dos representantes da empresa que fixou a logo no topo do prédio, do nosso cenógrafo e eu. Tinha um japonês com uma máquina de calcular que de saída falou que qualquer estrutura naquela altura, com aquele vento, ia custar uma fortuna. Impasse total. Nestas ocasiões de tensão eu funciono ao contrário. Fico calma e viajo para outro planeta. Mas, na verdade, eu fico matutanto o problema e como resolvê-lo. E o pior. Penso alto. Aí eu falei: que tal usarmos rapelistas que descerão do alto do prédio, param na altura da marca, esta é descoberta e eles descem rapidamente. Tudo coordenado via rádio, inclusive os fogos, holofotes, laser da marca desenhado nos vidros do prédio,  jingle criado especialmente para a ocasião, enfim uma loucura total! Todos acharam o máximo! Esta era a solução BBB - boa, bonita e barata. E eu acordei da minha viagem e quase surtei, pois esta operação seria super arriscada. Qualquer falha no mais importante momento do evento seria trágico. Enfim, fiquei histérica, me sentindo totalmente a responsável se algo desse errado, mas deu tudo certo, com a maior sincronia! E assim temos vários outros eventos, ações, enfim, que também mereciam destaque. Mas, aí não haveria papel que chegasse para contar sobre todos. Promoview: Como você vê o marketing promocional brasileiro nos dias de hoje? Marcia Woolf: O marketing promocional cresceu muito, evoluiu, se transformou. No início era focado em PDV, feiras e congressos. Hoje se tornou muito mais abrangente no que diz respeito aos meios que utiliza  para se comunicar com o consumidor. Principalmente em função da segmentação dos produtos e serviços criados especificamente para determinados perfis de consumidores. Além do fortalecimento da área de eventos corporativos e de endomarketing, ocorrida em função da necessidade em expor e divulgar os feitos das empresas para quem de fato interessava e valorizar cada vez mais a sua força de trabalho.  Ou seja, a comunicação também teve que mudar. O marketing promocional então se tornou uma ferramenta fundamental por ser uma atividade be-to-be, que fala olho no olho, direto com quem interessa, com o objetivo de divulgar ao vivo e a cores, com argumentos convincentes, a compra deste ou daquele serviço ou produto. Considero o marketing promocional hoje uma ferramenta de comunicação indispensável em qualquer planejamento estratégio de qualquer empresa. Promoview: A que você atribui o Brasil não ter levado prêmio na categoria Promo em Cannes? Marcia Woolf: Este ano infelizmente a Ampro não pôde participar do Festival em Cannes, como o fez nos últimos  dois anos. Acho que se estivesse lá poderia ser muito diferente, já que a Ampro é uma entidade forte, articulada, que representa com propriedade o marketing promocional no Brasil. Promoview: A crise econômica chegou ao marketing promocional? Marcia Woolf: Considerando que os maiores clientes diminuíram ao máximo os investimentos em  comunicação de um modo geral, eu diria que o marketing promocional foi uma das atividades que mais sofreu com a crise.
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