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Mamirauá usa o Twitter para apresentar seu trabalho

Por: 0 8 de Junho de 2015

Entre os dias 08 e 12 de junho, a pesquisadora Miriam Marmontel, do Instituto Mamirauá, conversa com os internautas sobre os trabalhos realizados para a conservação de mamíferos aquáticos na Amazônia, pelo perfil no Twitter do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Por meio da #MarmontelNoMCTI, os seguidores podem enviar perguntas que serão respondidas pela pesquisadora na sexta-feira, dia 12 de junho, às 15h (horário de Brasília). Miriam é líder do Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, organização social que atua como uma das unidades de pesquisa do MCTI.

Fotos: Amanda Lelis.
[caption id="attachment_468414" align="aligncenter" width="562"]Miriam Marmontel. Miriam Marmontel.[/caption]   O grupo desenvolve pesquisas pela conservação do peixe-boi amazônico, do boto-vermelho e tucuxi, e de ariranhas e lontras. A ação no Twitter é parte das comemorações dos 30 anos de criação do MCTI, completos este ano. A iniciativa visa inspirar e despertar o interesse de jovens brasileiros pela área de ciência, tecnologia e inovação. Recentemente, o Instituto Mamirauá venceu o Prêmio Nacional da Biodiversidade, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente em duas categorias: Academia e pelo primeiro lugar na votação do júri popular pela iniciativa de conservação de peixe-boi amazônico, realizada desde 1993 pela instituição. A proposta de conservação desse projeto visa gerar dados biológicos e populacionais da espécie, sensibilizar as comunidades ribeirinhas e reabilitar peixes-boi órfãos, devolvendo-os à natureza no menor tempo possível. Peixe-boi amazônico - Foto Amanda Lelis-1Para isso, é mantido, desde 2008, o Centro de Reabilitação de Peixes-boi de Base Comunitária, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, no Amazonas, credenciado como “criatório conservacionista de animais silvestres” pelo Ibama. O Centrinho recebe filhotes órfãos de peixes-boi, resgatados em municípios da região do Médio Solimões, no Amazonas. Outra iniciativa do grupo é a realização de pesquisas a fim de conhecer a dinâmica populacional e espacial de ariranhas. Esse trabalho é realizado pelo Instituto Mamirauá há mais de dez anos na Reserva Amanã e vem gerando dados históricos sobre a espécie na região. A equipe investiga a distribuição dos animais, as áreas de vida, os locais utilizados por eles, entre outras informações. Além da identificação dos animais que ocorrem na região, registrando dados como número de indivíduos e grupos, casais dominantes, número de fêmeas e machos e faixa etária (número de adultos, jovens e filhotes). Já as pesquisas com boto-vermelho e o tucuxi visam estimar a população da espécie, ainda desconhecida na região do Médio Solimões. A ausência de dados populacionais pode dificultar a criação de estratégias de conservação, por isso, o Instituto realiza uma série de expedições para pesquisas nas áreas das Reservas Mamirauá e Amanã, assim como em outras regiões da Amazônia. Também é feito pela equipe o monitoramento para compreender aspectos de biologia e mortalidade dessas espécies nessas reservas e na região de Tefé. Peixe-boi amazônico - Foto Amanda Lelis-2Miriam destaca que sempre se interessou pelos estudos sobre a Amazônia e mamíferos aquáticos. O início das atividades com o Instituto Mamirauá foi a convite do primatólogo Márcio Ayres, idealizador do então Projeto Mamirauá, para trabalhar com a conservação de peixes-boi. “Ao longo do tempo muitas outras pessoas passaram a participar deste sonho, e expandimos nossos estudos para os outros mamíferos aquáticos amazônicos, os botos e as lontras. A associação com o Instituto me permite viver no ambiente amazônico e interagir muito proximamente com estes animais e com as comunidades locais, que nos auxiliam fortemente no trabalho, e com um grande grupo de profissionais no país que participam de nossas iniciativas.”, disse Miriam. Peixe-boi amazônico - Foto Amanda Lelis-3A pesquisadora Miriam Marmontel possui graduação em Oceanologia, com habilitação em Oceanologia Biológica e Geológica, pela Universidade Federal do Rio Grande (1981), mestrado em Biological Oceanography, pela  Universidade de Miami (1988), e doutorado em Forest Resources and Conservation, pela Universidade da Flórida (1993). Atua pela conservação de mamíferos aquáticos há mais de 35 anos e faz parte da equipe de pesquisa do Instituto Mamirauá desde 1993.  

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