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Instituto Mamirauá é finalista em prêmio mundial

Por: 0 3 de Junho de 2015

O Instituto Mamirauá é finalista do prêmio Energy Globe Award – na Categoria Terra, em reconhecimento à assessoria técnica ao manejo de pirarucus. A cerimônia para entrega do certificado de reconhecimento aconteceu no dia 1º de junho, na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé (AM). O prêmio é organizado anualmente pela Energy Globe Foundation, instituição com sede na Áustria, para contemplar as melhores iniciativas sustentáveis de conservação no mundo. Em 2015, recebeu mais de 1.500 inscrições, de 177 países.

Fotos: Amanda Lelis.
[caption id="attachment_467812" align="aligncenter" width="562"]Cerimônia de entrega do certificado ao Instituto Mamirauá pelo Energy Globe Award. Cerimônia de entrega do certificado ao Instituto Mamirauá pelo Energy Globe Award.[/caption] Segundo Ana Cláudia Torres, coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, o reconhecimento no Brasil fortalece o trabalho da instituição, que é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI): “Um reconhecimento dessa importância contribui para mostrar o empenho que a nossa instituição tem tido para levar adiante esses projetos de manejo. Então, o prêmio representa a concretização de um trabalho que se consolida mais a cada ano.” A seleção na etapa nacional credencia o Instituto Mamirauá para participar da etapa mundial. Na opinião de Ingomar Lochschmidt, cônsul comercial da Áustria para o Brasil, a premiação visa reconhecer um trabalho de conservação de longo prazo: “Assim como o Brasil, a Áustria é um país de natureza exuberante. Lá conseguimos reverter o ciclo de degradação ambiental e hoje somos um dos países que mais se preocupam com a preservação do meio ambiente. Não é por menos que esta premiação surgiu da Áustria para reconhecer e fomentar projetos bem sucedidos mundo afora. Parabéns ao Instituto Mamirauá pelo excelente trabalho! Que este prêmio seja mais uma peça na construção de um futuro melhor para a Amazônia e toda América Latina.” [caption id="attachment_467813" align="aligncenter" width="389"] Ingomar Lochschmidt e Ruiter Braga, da equipe do Programa Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá. Ingomar Lochschmidt e Ruiter Braga, da equipe do Programa Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá.[/caption] A pesca de pirarucu foi proibida no Estado do Amazonas em 1996. A partir do ano seguinte, o Instituto Mamirauá iniciou as primeiras pesquisas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá para implementar uma prática sustentável de manejo, o que ocorreu em 1998. Um ano depois, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) aprovou o primeiro projeto de manejo comunitário da espécie. Para Ana Cláudia, essa história sólida do manejo é o que a credenciou a receber a honraria: “Isso demonstra que uma instituição não se deu por vencida ao saber das necessidades das comunidades que vivem em unidades de conservação, possibilitando que elas utilizem o recurso de forma ordenada." [caption id="attachment_467814" align="aligncenter" width="562"]Manejo de pesca no Amazonas. Manejo de pesca no Amazonas.[/caption] A iniciativa exitosa, segundo os pescadores, é a metodologia de trabalho desenvolvida pelo Instituto Mamirauá, que tem o financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Eles começaram a valorizar isso: o conhecimento tradicional. Iniciando lá atrás, quando foram, por exemplo, iniciar a contagem do pirarucu. Eles acreditaram que os pescadores poderiam fazer isso. Esse conhecimento tradicional e o científico se aliaram e deu certo. O Instituto Mamirauá tem acreditado nisso, tem apostado nisso.”, assegura Raimundo de Oliveira Queiroz, presidente da Colônia de Pescadores do município de Alvarães.    

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