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Insatisfação Geral

Por: 0 11 de Julho de 2011

Segundo pesquisa realizada pela consultoria Plano CDE, 50% dos consumidores da classe C; 51% da classe D e 56% da classe E se consideram mal atendidos no momento de realizar suas compras. Ao mesmo tempo, uma antiga pesquisa realizada por outra consultoria afirmava que quase 80% das mulheres sentiam o mesmo. Mania de perseguição?

Definitivamente, não. Apesar do alto valor investido em treinamento de equipe, o varejo não tem controle total sobre ela. A verdade é que tratam-se de pessoas, e cada uma carrega consigo crenças, valores pessoais e plano de carreira. E infelizmente, como já tratei em outros artigos, são poucos os profissionais de venda que investem na sua carreira de vendedor.

O palestrante Alexandre Bernardo exibe um vídeo no YouTube onde brinca com sua plateia dizendo que ninguém nasce vendedor, mas que todos podem se tornar um. Esta é a realidade, e com ela é possível entender as queixas destes consumidores. O que ocorre é que são poucos os que optam por este carreira e, na maioria das vezes, os que o fazem procuram atuar em vendas de produtos ou serviços para a classe A.

Por outro lado, sabemos que esta valorização do poder de compra das classes mais baixas vem caminhando a passos largos, mas infelizmente o varejo demorou um pouco para se adaptar. Segundo pesquisa da Data Popular, os gastos da classe C aumentaram quase sete vezes entre 2002 e 2010.

Quanto à pesquisa realizada com as mulheres o buraco é mais embaixo, pois ali se englobam todas as classes sociais. Porém, o motivo para a insatisfação delas pode ser explicada pelos mesmos motivos citados no segundo parágrafo.

Enfim, o que o varejo precisa é acelerar a profissionalização e o plano de carreira da sua equipe de vendas, e cobrar resultados qualitativos de sua equipe, e não somente eu.

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