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Informação a um flash - por Fábio Barnes

Por: 0 20 de Julho de 2011

Fábio Barnes* Quem anda de metrô em São Paulo deve ter visto os cartazes “Linha da Cultura” com um código quadradinho que lembra um pouco o retangular e já difundido código de barras, usado para marcar preços de produtos em supermercados ou contas de consumo para pagar no banco. Para desvendar o mistério, você deve aproximar a câmera do seu celular desta figura e, automaticamente, aparece na tela de seu aparelho o mobile site do metrô que traz mais informações já num formato adequado ao seu celular. Esta figura é um QR code (de quick reponse, em inglês), um código bidimensional que pode armazenar dados. É um símbolo desenvolvido em 1994 com o objetivo de ler facilmente o código por uma leitora. Esta matriz de módulos brancos e pretos contém informações que pode chegar a várias centenas de dados armazenados. Com o uso crescente dos códigos de barras, aumentou a demanda por códigos com mais dados embutidos, mantendo a mesma conveniência de fácil impressão e leitura. E é aí que entra o QR code. Usado inicialmente para rastrear peças na linha de produção da Toyota, no Japão, hoje o QR code tem uso bem mais amplo, principalmente quando associado ao celular. Um tipo é o mencionado no início do artigo. O QR code está aos poucos fazendo parte da vida cotidiana das pessoas. Já notamos estes símbolos em revistas, sinalização, ônibus, cartões de visita, enfim, quando há a necessidade de aprofundar informações: sobre um produto, um serviço, uma pessoa, uma empresa. Quando um código deste é capturado pela câmera de um celular, estabelece-se um hardlink ou object hyperlink, ligando um objeto físico real a um conteúdo virtual. Devido a estas características, a área que mais desenvolveu o uso do QR code foi a de marketing. Todo este sistema que inclui uma etiqueta com QR code em um objeto real, que permite identificação e exposição de conteúdo, abriu uma ampla gama de possibilidades para campanhas mais interativas que fazem uso do QR code em banners, anúncios, mala direta, cupons entre tantos outros canais de comunicação. A Volkswagen no Brasil recentemente veiculou anúncios com QR code que acessam um site com ofertas da marca quando o leitor escaneia o código. O site traz informações sobre promoções, endereços de feirões com mapa, envio de proposta de compra do carro para a concessionária de preferência e até encaminhamento da oferta para um amigo. A Natura adotou o QR code nos anúncios impressos de seus produtos que poderá ser ativado pelo celular. A ferramenta direciona o usuário para um vídeo que mostra como reproduzir o look da foto do anúncio, além de trazer informações sobre a linha de produtos e promover a experiência virtual deles. QR code também pode virar cupom promocional. O Powerhouse Museum colocou o código na parte de trás dos catálogos do festival “Sidney Design 08” que, uma vez escaneado, direcionava os usuários para uma página web escondida que provia um voucher de desconto para o festival e entrada grátis para o museu. Até mesmo livros podem estar em QR code: as 1.492 páginas dos  quatro volumes que compõem a saga “Guerra e Paz” cabem em 343 páginas A4 com QR Code modelo V40. Uma economia e tanto de papel e espaço na prateleira da biblioteca. Os canais de televisão não ficaram para trás e estão fazendo uso dos quadradinhos monocromáticos. O History Channel inovou ao projetar o QR code na tela da TV. O espectador deste canal de TV pode acessar informações específicas da programação em seu celular ou tablet. A lista de exemplos bem sucedidos não para. A Lego somou a tecnologia a outra, a Realidade Aumentada. Em quiosques, o interessado em comprar a caixa do Lego aponta o QR code para um escâner e, conforme vira a caixa na frente do aparelho, vê na tela o Lego montado em 360º. Já o McDonalds no Japão usa QR code impresso no papel que embrulha o sanduíche, que traz embutida toda a informação nutricional. Até consultórios podem identificar pacientes com dados médicos adicionais que poderão agilizar processos de prestação de serviços em saúde. Está se criando QR codes para tudo, até para seres humanos. Alguns aplicativos geram os códigos de uma pessoa que permitem identificá-la em redes sociais como Facebook e Twitter. Fica mais fácil adicionar seus amigos: basta escanear o QR code deles. A imaginação ainda vai gerar muitas formas de utilizar o QR code. Somando o avanço da tecnologia, a qualidade da captura de imagens das câmeras embutidas nos celulares e a capacidade de processamento destes dispositivos com a associação a outras tecnologias como SMS e Realidade Aumentada, o uso do QR Code pode ser explosivo.

[caption id="attachment_130374" align="aligncenter" width="360" caption="*Fábio Barnes é diretor comercial da High Design."][/caption]

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