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Hora das compras: E-commerce ou PDV?

Por: 0 26 de Novembro de 2012

Fim de ano. Dinheiro extra nas mãos. Natal. Tudo isso remete a uma única situação. Comprar, tanto para uso próprio, quanto para presentear quem se gosta. No entanto, em outros tempos, a única opção que se tinha para fazer isso, era ir até o ponto de venda, escolher e levar o produto para casa. O tempo passou. Hoje, as opções de compras não se limitam apenas aos pontos de venda. O e-commerce chegou, e, com força total, o que acabou gerando dúvidas no consumidor sobre qual é o melhor para realizar as compras de fim de ano. Várias pesquisas apontam que é no PDV que o consumidor realmente decide se vai comprar ou não. No entanto, lojas cheias, mau atendimento, filas para efetuar o pagamento, entre outros problemas recorrentes, têm afastado o público em geral.

  Em contrapartida, o e-commerce tem, como principal atributo, a facilidade de se poder comprar o que quiser sem sair de dentro de casa, ou seja, tem-se o benefício da escolha com calma, do pagamento facilitado, e, sem empurra-empurra. Mas, nem tudo são flores no e-commerce. Até realizar a compra, tudo muito tranquilo. Os problemas começam depois. Prazos de entrega que não são cumpridos, produtos com defeito, e, mais demora ainda para se conseguir efetuar a troca, entre outros.

Para Marcela Sbrissia, empresária de 33 anos de idade, moradora da cidade de São Paulo, o e-commerce veio para facilitar. Já realizou diversas compras pela internet e confessa que gostou da praticidade. No entanto, quando se trata dos presentes de Natal, gosta mesmo de ir escolher no ponto de venda. "Tenho um filho de oito anos de idade, e, infelizmente, há dois anos eu optei por comprar o presente dele pela internet, e o mesmo não chegou para o Natal. Foi uma correria muito grande, ter, de última hora, que sair para substituir o que havia comprado, e, em função desse contratempo, agora, prefiro não correr mais riscos", declara Marcela. [caption id="attachment_248536" align="alignleft" width="400"] Isabela, ao fundo, fazendo compras com as amigas.[/caption] Já, Isabela Mendes, de 22 anos de idade, de Curitiba (PR), confessa que nunca comprou nada pela internet. "Eu gosto mesmo é de escolher, provar, decidir junto com as amigas o que é mais bonito. Não me importo se tiver que ficar na fila para pagar". Ela diz que até escolhe o que está precisando pela internet, no entanto, prefere ir até o ponto de venda para poder verificar a qualidade do produto, principalmente quando se trata de roupas e sapatos, os quais não consegue entender como que alguém consegue comprar sem experimentar. Não há dúvida de que tanto PDV quanto e-commerce têm se esmerado ao máximo para conquistar clientes. Ambos têm vantagens e desvantagens. Cabe ao consumidor encontrar o que é melhor e tentar fugir das armadilhas, como descontos que na realidade não existem, se a empresa pela qual está comprando na internet é de confiança, formas de pagamento a perder de vista com juros altíssimos, entre outros. Black Friday Brasil Gera Protestos Na última sexta-feira (23/11), tradicional evento de descontos do comércio on-line e off-line dos Estados Unidos – chegou à terceira edição no Brasil com o desafio de se consolidar como uma das principais datas do varejo nacional. O consumidor, ávido por realizar suas compras com excelentes descontos, prometidos antes do Black Friday, infelizmente, encontrou mais frustração do que realização. Isso aconteceu, principalmente pela internet, onde houve muitos casos de descontos fictícios, ou seja, a empresa subiu o preço do produto para depois realizar a promoção. As reclamações invadiram as redes sociais, e, até o próprio site da Black Friday no Brasil foi disponibilizada uma área para denúncias de falsas ofertas, que levou ao bloqueio de 500 delas, até a metade do período da promoção.

  Com base na denúncia de consumidores, o Procon de São Paulo notificou na sexta-feira (23/11), as seguintes empresas por indícios de maquiagem nos descontos: Extra (lojas físicas e virtuais), Ponto Frio, Submarino, Americanas.com. Walmart, Saraiva e Fast Shop. Todas têm até o dia 30/11 para se defender perante órgão de defesa do consumidor.

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