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<!--:pt-->Headhunters buscam talentos na Campus Party<!--:-->

Por: 0 31 de Janeiro de 2010

Com mais de seis mil garotos e garotas aficionados por tecnologia, a Campus Party é um ótimo lugar para o trabalho dos "headhunters", os caçadores de talento para empresas das áreas de informática, games e robótica. E é principalmente nos torneios organizados durante o evento que eles encontram os grandes destaques.

[caption id="attachment_44420" align="aligncenter" width="560" caption="O headhunter Arnaldo Clemente e o talento prodígio Cesar Barscevicius."]O headhunter Arnaldo Clemente e o talento prodígio Cesar Barsevicius.[/caption] Na oficina da Lego, por exemplo, os projetos são feitos em grupo, mas, mesmo assim, alguns talentos conseguem se sobressair. Os headhunters estão de olho. "Este evento é de 'tiro curto', porque são poucos dias para o garoto mostrar o que sabe. Mas, apesar disso, a gente sempre consegue descobrir um que é diferenciado", diz Arnaldo Ortiz Clemente, diretor de operações da empresa First Brasil e headhunter da Lego Education. Ele explica que o ideal é acompanhar o trabalho dos garotos em mais de um evento, para que não haja dúvidas sobre o talento a ser lapidado. Mas há exceções, claro. O paulista César Barscevicius é uma delas. Com apenas 17 anos, ele já é campeão brasileiro e europeu (é descendente de lituanos) de robótica e, em abril, participará de uma competição mundial em Atlanta, nos Estados Unidos. Na Campus Party, é monitor do estande da Lego e explica aos novatos como montar robôs. "Isso começou como um hobby, quando eu tinha 14 anos. Fiz um robô, coloquei no YouTube e, da noite para o dia, tive 1.700 acessos, inclusive de um dos maiores entendidos no assunto lá nos Estados Unidos", diz César. Mas foi numa feira organizada pela Fundação Bradesco que César foi descoberto por Clemente. "Percebi que, além de talento, ele tinha personalidade, tinha postura. Soube responder a todas as perguntas dos jurados, expressando-se muito bem. Isso chama a atenção dos headhunters", diz Clemente. Ele destaca outro ponto importante: "Parece óbvio, mas não é. O garoto precisa ter bom senso. Não adianta sair perguntando muito, porque corre o risco de perguntar bobagem, e nem ficar calado, porque aí jamais será notado e passará a imagem de descaso." César acrescenta: "Tem que ser empreendedor também, e tomar a frente no grupo. Problemas vão surgir, mas é aí que o jovem talento tem de se destacar, buscando uma solução prática." César fez um estágio na Faculdade de Física da USP e agora se prepara para o grande salto na carreira: vai tentar cursar Engenharia Aeronáutica numa das grandes universidades norte-americanas. "Vou prestar para o MIT, Berkeley, Stanford... quero entrar numa delas e estar perto de onde as coisas acontecem", diz o garoto, que fala como gente grande. Fonte: Yahoo.

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