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Google: percepção e realidade

Por: 0. 6 de Novembro de 2012

Por Marcos Hiller

Todos nós, sem exceção, já usamos o Google para alguma coisa. É mais que um mero site de buscas. O Google é um universo de intenções humanas. E saber usar esse recurso é saber entender as intenções humanas de compra. Um dos aspectos mais interessantes do Google é que ele pune, de certa forma, quem não sabe usá-lo de corretamente para alavancar negócios.

No caso do proprietário de um e-commerce de vinhos, por exemplo, que decide comprar Adwords, muito provavelmente irá incluir as palavras óbvias, como rótulo, rolha, vinho, taça, safra, uva, etc. Já as pessoas que entendem as intenções humanas, comprariam palavras como sedução, romance, namoro, etc. E o Google cobra mais caro a quem escolhe essas palavras mais previsíveis.

A maioria das pessoas não clica nos resultados pagos (esses onde compramos palavras-chave), mas sim nos resultados orgânicos (aqueles não pagos) e, normalmente, naqueles que aparecem nas primeiras páginas. Quer colocar seu site na primeira página do Google? O nome desse trabalho de otimização de sites é SEO (do inglês, Search Engine Marketing ou motor de buscas de marketing).

O que o Google leva em consideração em um site para deixá-lo numa boa colocação em suas buscas? Os critérios são vários. O tempo de vida do site (sim, o Google gosta de sites velhinhos), o quanto o endereço na URL é amigável, além de variáveis como: possuir conteúdos relevantes, quantos sites direcionam para este, além de elementos de usabilidade, acessibilidade, e outros vários critérios.

O Google dá ainda consultoria grátis pra gente. Se você, por exemplo, possui um site que vende botas femininas e decide um dia abrir lojas físicas, vá no Google Analytics e verifique em que região do Brasil o termo “botas femininas” é mais buscado.

Quem acredita que seja São Paulo ou o Sul do País, errou feio. É em Mato Grosso. Imaginando que a razão disso seja o elevado número de fazendas no estado, começarei a procurar pontos comerciais por lá. Obrigado, Google.

Se eu tenho uma pousada na cidade de Itacaré, por exemplo, e o meu site aparece em primeiro lugar no Google quando as pessoas buscam por “pousada Itacaré”, eu terei não só mais hóspedes me ligando para reservar, como também irei gerar na cabeça de todos a percepção de que a minha pousada é a melhor. Isso não é necessariamente verdade, mas por aparecer em primeiro lugar no Google, a percepção se vincula à qualidade. Percepção é realidade!

O Google não é bobo. Anos atrás, comprou o YouTube e o colocou como o segundo maior site de buscas do planeta. Vá no YouTube e digite “palestra redes sociais”. O primeiro resultado orgânico (não pago) é uma palestra desse cidadão que vos escreve.

Qual a impressão que você terá de mim ao saber que minha palestra é a primeira nessa busca do YouTube? Que eu sou o melhor no assunto! E eu não sou. Estou longe disso. Sou um mero professor universitário. Mas percepção é realidade.

Qual a palavra mais buscada no Bing? Quem respondeu “Google”, acertou!

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