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<!--:pt-->Festa da Uva: cadê as lojas tradicionais?<!--:-->

Por: 0 24 de Fevereiro de 2010

Ao circular pela Festa da Uva, o visitante depara com importantes indústrias de Caxias do Sul (RS), como Marcopolo, Agrale e Randon, exibindo seus produtos e serviços. Mas, ao chegar à ala comercial da festa, o cenário é outro: poucas marcas lá expostas são conhecidas do público. Então, vem a oportuna pergunta: por que o comércio tradicional da cidade e região não está presente na nossa maior festa?

[caption id="attachment_47565" align="aligncenter" width="560" caption="Estabelecimentos no evento primam por preços baixos (Foto: Roni Rigon)."]Estabelecimentos no evento primam por preços baixosFoto: Roni Rigon[/caption] "Acho que essas lojas tradicionais não acham estratégico participar da Festa da Uva, pois acreditam que o apelo seja mais popular. Mas eu acho que, pelo menos por uma questão de imagem, elas deveriam participar," arrisca a responder José Quadros dos Santos, diretor de Feiras e Exposição da Festa da Uva. O que se percebe é que os pontos de venda têm realmente uma conotação popular, com muitos cartazes de promoções e produtos vendidos em saldos. Muitos dos estabelecimentos são especializados em atuar em feiras itinerantes e outros são QGs montados para vender artigos de pequenas empresas. Até aí nada mal. É importante que haja opções com preços acessíveis ao bolso do consumidor. O público gosta dessas pechinchas. O problema é que há uma lacuna deixada pela não participação do comércio tradicional de Caxias. E não é só isso: temos aqui e na região conceituadas empresas que produzem utilidades domésticas em inox, em plástico, malharias, lanifícios, fabricantes de calçados e artefatos de couro, só para citar alguns setores. Por que essas indústrias não estão lá com um showroom ou com um ponto de vendas ao consumidor? A empresária Márcia Costa, diretora da Drops de Menta, atribui à burocracia legal a ausência de representatividade do comércio tradicional na Festa da Uva. "Para estarmos lá, teríamos de abrir uma nova operação na Junta Comercial, o que leva meses, e montar uma estrutura para dar nota fiscal por 18 dias, o que seria inviável. Não é uma questão de não querer. É uma longa burocracia que faz com que o comércio tradicional se mantenha mais competitivo nas suas estruturas já montadas", salienta a empresária do ramo de vestuário, que é uma das diretoras do Sindilojas de Caxias. Quem perde é o comércio de Caxias e os turistas que deixam de conhecer nossas principais grifes. É claro que o visitante pode ir até as lojas do Centro e dos shoppings para conhecê-las, mas isso nem sempre ocorre. Fonte: Silvana Toazza da Coluna Caixa-Forte.

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