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Ética, na moral

Por: Tony Coelho 4 de Julho de 2017

É curioso perceber que as pessoas vivem alardeando sua indignação com a corrupção, falta de transparência, by-pass, nepotismo, falar mal de concorrentes e parceiros, levar vantagem indevida de fornecedores e parceiros, traição etc sempre na terceira pessoa.

As palavras acima, que determinam  as razões da indignação, nefastas no conceito ético, o são mais ainda no conceito humano. Né?

Mas perguntemo-nos se nós mesmos, no nosso dia-a-dia, não adotamos ações e posturas que são influenciadas por elas.

Gritar ou chamar a atenção de familiares, parceiros ou funcionários, na frente de pessoas estranhas ou não, ou mesmo de colegas; expor a constrangimentos (apelidos maldosos, ou discriminar/injuriar por raça, credo, opção de gênero etc pessoas) com o intuito de humilhar ou diminuí-las; desrespeitar a privacidade (com câmeras em locais impróprios, sob alegação de segurança); solicitar tarefas com prazos insuficientes para cumpri-las; atrasar pagamentos ou não cumprir as leis trabalhistas; exercer excesso de pressão ou praticar assédio moral; pagar propinas para ser atendido ou liberado, ocupar espaços ou receber regalias destinadas a idosos, portadores de necessidades especiais em transportes ou estacionamentos; ludibriar pessoas com uso de força ou esperteza para passar à frente ou ter prioridades; mentir para levar vantagem...

Enfim, se vc nunca fez nada disso  pode atirar a pedra, porque você tem alguma moral pra isso. Se não, que moral tem para alardear que os  antiéticos devem ser presos ou execrados? Convém atuar de forma diferente ou tomar outras atitudes, ainda que a partir de agira. Há chance.

Longe de mim, aqui, defender o contrário, mas é preciso entender que o Brasil, e o nosso mercado, estão cheios de pessoas como nós mesmos que, diferente de nós, tem mais poder e, portanto, levam ou buscam mais vantagens.

Enquanto muitos buscam ganhar, mil reais com golpinhos nos clientes e fornecedores, sob o argumento de que “precisam sobreviver” (como se o outro não), eles buscam milhões.

Temos que fazer um mea culpa dos pequenos e corrigíveis erros.

Sabendo que a palavra ética vem do grego ethos - conjunto dos costumes e hábitos fundamentais, no âmbito do comportamento (instituições, afazeres etc.) e da cultura (valores, ideias ou crenças), característicos de uma determinada coletividade, época ou região.) - índole, costume, sendo a parte da Filosofia onde devemos refletir sobre os fundamentos que regem a NOSSA – primeira pessoa do plural e não terceira – vida moral.

Devemos buscar ter moral para falar de quem não tem. Um roto não pode falar de um esfarrapado e achar que vão respeitá-lo.

Aproveitemos o momento e tornemos nosso mercado ético, com atitudes éticas. E não me venham com as velhas frases  tipo, todo mundo faz, típica fala  de político indiciado na Lava-jato, que tanto odiamos.

Vovó dizia: Não é porque ele faz errado que vc vai fazer. Lembra? Ou não teve avó ou mãe te educando, não?

O nosso mercado é um dos mais antiéticos do mundo e, por conta disso, ninguém mais ganha nada.

Aqui vai minha dilação não premiada, que nunca será uma delação, pois dá um tempo à reflexão, já que é uma pequena dilação de tempo para que mudemos os paradigmas das ações e posturas que tomamos para sermos mais fortes no mercado de comunicação. Isso tudo, NA MORAL!
 

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