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<!--:pt-->Endomarketing: muito além da comunicação interna<!--:-->

Por: 0 9 de Junho de 2010

Fabrício Saad* Muitas vezes negligenciada pelas grandes organizações, quase sempre confundida como área de comunicação interna, se bem trabalhada e integrada ao negócio da organização, a equipe de endomarketing pode trazer resultados relevantes para a empresa. Seja do ponto de vista de negócios, com o engajamento de funcionários em ações para o ambiente externo, alavancando e potencializando ações de marketing que impactarão clientes e stakeholders, ou do ponto de vista de RH, trabalhando temas como sustentabilidade, desenvolvimento profissional, incentivo à qualidade de vida, etc. Tomo a liberdade de, neste artigo despretensioso, abordar três pontos centrais para promover a reflexão sobre o tema: 1. Quais são as tendências/oportunidades que se apresentam para a organização moderna falando efetivamente do assunto? 2. Quais as principais barreiras para estruturação de equipes adequadas de endomarketing e implantação do conceito “engajamento” nas organizações? 3. Como estão posicionadas no tema, as empresas brasileiras, frente às multinacionais/estrangeiras? Tendências/ oportunidades em endomarketing Falando de um tema tão subjugado e muitas vezes pouco estudado nas organizações, fica complexo apontar tendências claras para os próximos anos (até mesmo meses), mas identifico de imediato cinco oportunidades para serem trabalhadas pelas grandes corporações, pensando principalmente no uso do endomarketing como ferramenta para potencializar resultados e apoiar a implementação de políticas modernas para gestão de pessoas. São elas: 1. Engajamento do colaborador: pensando nos grandes programas de incentivo adotados para o público externo (como clientes) ou para força de vendas, por que não adaptar esse formato às necessidades e anseios do colaborador interno da companhia? A sugestão é relativamente simples, mas eficiente: desenvolva um programa anual em que a participação dos colaboradores em iniciativas promovidas pelo RH (e, portanto, de interesse da empresa) seja recompensada. Podemos pensar em ações para promover a qualidade de vida do funcionário, ações ligadas à sustentabilidade (tema que vale um item a parte), ações de responsabilidade social, participação em treinamentos/preocupação com o autodesenvolvimento. A adesão a cada iniciativa pode ser então recompensada com pontos/selos que dão direito a resgates periódicos de prêmios exclusivos do programa, além de uma grande premiação final. Questões a serem pensadas: como fica a participação de terceiros internos? A empresa está preparada para suportar o ambiente on-line (e democratização de acesso) que tal iniciativa exigirá? 2. Alinhamento com marketing externo da Cia.: sou um apaixonado defensor dessa bandeira. Quantas vezes nós “marketeiros” desenvolvemos campanhas lindas e mirabolantes e vamos para a mídia sem pensar (e nem nos preocuparmos) se efetivamente nossos colaboradores foram ao menos informados em primeira mão da iniciativa, sabem do que se trata a campanha? Algo mais feio do que um analista, atendente ou qualquer nível da empresa ser questionado pelas ruas sobre a nova iniciativa e esse nem saber do que está se falando? Pois é, algo comum nas empresas brasileiras… Fabrício Saad – é estatístico com pós-graduação em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e MBA Executivo pela Fundação Dom Cabral. Atuou em cargos executivos em empresas como SulAmérica ING, MasterCard, McCann Group, Grupo Abril e Bradesco. Twitter: @fabriciosaad – Fonte: Nós da Comunicação.

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