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Eco-Desafio da PepsiCo tem três finalistas brasileiros

Por: Redação. 10 de Junho de 2020

Promovido pela PepsiCo, em parceria com a Young Americas Business Trust (YABT) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), a 11ª edição do Eco-Desafio chega à sua etapa final com 10 equipes finalistas que apresentaram soluções sustentáveis para a redução de desperdício do lixo. 

Três times de jovens brasileiros fazem parte desta lista: Tropical Packing e Eco Panplas, na categoria "Além da Garrafa e da Bolsa", e Bio 8, na categoria "Reciclagem e uso pós-consumo do Bopp". 

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Pela primeira vez, em suas onze edições, o Brasil foi o país da América Latina com o maior número de inscritos, representando quase 20% do total de projetos registrados, além de também ser o país com maior número de projetos finalistas. 

O Eco-Desafio tem como objetivo promover o empreendedorismo por meio do empoderamento dos jovens, capazes de contribuir com soluções criativas e de alto impacto para a proteção ambiental. 

De acordo com Regina Teixeira, diretora de Assuntos Corporativos da PepsiCo, para chegar a uma economia realmente circular, incentivar projetos que estimulem novas abordagens de desenvolvimento econômico, aliados à visão sustentável, é fundamental.

"Estamos comprometidos em fazer a nossa parte para criar um impacto positivo no planeta. Ao promover desafios como este, estamos em sinergia com nossos ideais enquanto companhia. Como uma das empresas líderes em alimentos e bebidas, reconhecemos o papel significativo que podemos ter ao trabalhar para mudar a maneira como a sociedade produz, usa e descarta seus resíduos.", afirma a executiva. 

Segundo Luis A. Viguria, CEO da Young Americas Business Trust (YABT), conectar uma líder global do setor privado com jovens empreendedores inovadores nas Américas, que estão desenvolvendo soluções concretas para questões ambientais atuais, é um instrumento poderoso.

"No decorrer de onze anos, PepsiCo, a YABT e a OEA têm testemunhado a inovação e o compromisso dos jovens nesta região e temos recebido a inspiração das soluções por eles desenvolvidas. Antecipamos com satisfação o apoio contínuo a eles também na fase de implementação." 

Rumo à final 

Mantendo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de prevenção ao Covid-19, as finais acontecerão em formato virtual com a inclusão de atividades interativas no decorrer da semana em que ocorrem as finais, entre os dias 26 de junho e 2 de julho. 

O programa está em vigor desde 2009, e, ao longo de suas dez edições, já recebeu mais de 17 mil propostas de negócios entregues por aproximadamente 23 mil jovens, em mais de 33 países. 

A iniciativa oferece treinamento e mentoria gratuitos a todos os participantes, prêmios de US$ 5.000 para os vencedores de cada categoria, visibilidade internacional durante as finais, entre outros benefícios. 

Em destaque: conheça os finalistas brasileiros 

Tropical Packing 

Cibele Ramos Cantuária, 33 anos, Minas Gerais, é a idealizadora da equipe Tropical Packing. O projeto propõe formas alternativas para as embalagens convencionais, utilizando materiais mais sustentáveis e visando a redução do uso do plástico. Para isso, a equipe propôs aliar dois componentes: as fibras de coco e o bioplástico (Ecobrás). 

A fibra de coco promove resistência mantendo o bom acondicionamento do produto aos fatores externos. Já o Ecobrás é um biofilme que garante a proteção do produto contra degradação física e biológica. 

"O grande diferencial do nosso projeto está na matéria-prima. O coco é um fruto abundante em países tropicais, e o seu resíduo, que dá origem às fibras, é considerado um problema ambiental, devido às cascas ocuparem um grande volume quando descartadas. Com isso, a utilização desse material como matéria-prima é uma forma de promover uma destinação nobre ao resíduo, minimizando o impacto ambiental.", aponta Cibele. 

Eco Panplas 

O finalista brasileiro, CEO e fundador da Eco Panplas, Felipe Cardoso, 34 anos, São Paulo, projetou um sistema produtivo inovador para a descontaminação e a reciclagem a seco de embalagens plásticas contaminadas, sem utilização de água ou geração de resíduos. 

Destina-se, principalmente, a embalagens plásticas contaminadas com produtos que não podem ser facilmente lavados com água, como óleos e tintas. 

As principais características do processo são a geração de matéria-prima plástica de excelente qualidade e a capacidade de recuperar tanto o plástico quanto o contaminante. 

"O desenvolvimento de novas tecnologias depende de recursos e visibilidade, que só são possíveis por meio do apoio de grandes corporações como a PepsiCo. Além disso, a ligação de marcas importantes com soluções inovadoras estimula essa prática, fazendo com que mais brand owners se interessem pelo assunto e apoiem iniciativas como esta.", observa Felipe . 

BIO8 

A otimização do sistema de reciclagem, por meio de um clube de vantagens, com posterior valorização de resíduos de Bopp de embalagens flexíveis pós-consumo é o proposta do projeto desenvolvido por Heitor Aiquel Campana, 34 anos, Rio Grande do Sul, da equipe BIO8. 

Os grandes diferenciais desta proposta são a possibilidade de solução em escala, a fácil implantação/operação e a sua fácil replicabilidade. 

"O apoio de empresas é fundamental para alavancar ações sustentáveis como esta. Seja pela projeção, pela troca de experiências ou pelo acesso a investidores e a investimentos. O suporte é fundamental para transformar ideias em verdadeiras soluções.", comenta Heitor. 
 

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