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Dos Jetsons ao Branding

Por: 0 11 de Setembro de 2014

Por Daniela Lomba Nunes Nos anos 70, a animação "Os Jetsons" com seus carros voadores e casas nas alturas me fazia sonhar em como seria o mundo do Século XXI. O tempo passou e os avanços tecnológicos não nos levaram para aquele mundo da ficção científica dos desenhos e filmes, mas trouxeram um tipo de evolução muito mais interessante, mais humana. A internet, e mais recentemente as redes sociais, estão criando possibilidades de interação e troca entre as pessoas jamais vista. O paradigma de comunicação foi transformado e o poder que estava na mão de poucos está se deslocando para a mão de muitos. The-JetsonsEste processo, ainda em estágio inicial, está trazendo mais voz, e, consequentemente, mais poder para as pessoas. Formamos um público que não deseja mais apenas consumir. Esperamos uma relação mais rica e de troca, em que possamos nos identificar e confiar nas marcas. Esta realidade já está fazendo empresas do mundo todo reverem seus conceitos. A pergunta é: Como as empresas devem navegar neste novo cenário? Nossa visão: por intermédio da empatia, enfatizando seus valores e seu propósito de existir e percebendo que o relacionamento em si pode evoluir e se transformar em uma fonte de valor, além do produto ou serviço. É este tipo de ligação íntima que forma a base para a confiança - o fator mais importante na criação de preferência de marca. Nesta realidade conectada e compartilhada que vivemos não existe como as empresas esconderem mais nada, tudo vem à tona: o produto de má qualidade, o baixo nível de serviço, o péssimo atendimento. É um mundo onde a transparência começa uma nova revolução. E isto não quer dizer que os problemas deixarão de existir, mas com a criação de vínculos mais profundos entre as empresas e as pessoas, a tolerância ao erro aumenta. O consumidor  envolvido é capaz até de ajudar em caso de problemas. E como trilhar este caminho? A disciplina que hoje em dia aborda estas questões é o Branding. Muitas pessoas pensam nesta área do conhecimento apenas pela parte estética que é a mais aparente. Mas o grande papel de uma consultoria na área é ajudar as empresas a descobrirem e disseminarem seus valores. Este pensamento quando entendido e comungado por todos, torna as marca mais fortes e próximas do público. Fazer uma conexão autêntica é uma tarefa difícil porque ela precisa ser firmemente ancorada na cultura da empresa. Criar uma relação mais aberta e confiável na experiência diária com o cliente exige trabalho duro, é fundamental estabelecer os valores organizacionais e mantê-los vivos e disseminados pela organização de modo a refletir na percepção das pessoas. A partir do entendimento profundo do que uma marca representa é que se pode projetar suas manifestações, como deve ser a identidade visual, quais os canais mais apropriados para difundir suas mensagens, o que se espera de suas pessoas, como devem ser seus espaços. Enfim, cada ponto com o qual as pessoas têm contato com uma marca é uma oportunidade de construção de relacionamento. Tudo comunica, tudo se transforma em experiência com a marca e deve estar alinhado e coerente com seu posicionamento. Não é tarefa fácil, mas não existe outro caminho, não existem atalhos. As marcas terão que parar para fazer esta reflexão, entender e esclarecer seus papéis para conseguir relevância na vida das pessoas. Ou fazem isto o quanto antes ou, vão acabar indo para o espaço. daniela lomba

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