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COSAN vai a justiça por conta de ingressos para Rio 16

Por: Redação 1 de Junho de 2016

 Uma empresa que teve seu principal executivo preso em 2014 por venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo está agindo de novo no Brasil. Desta vez, comercializa bilhetes para os Jogos Olímpicos do Rio, que serão realizados no mês de agosto.

Sem autorização do Comitê Organizador da Rio-2016, a inglesa THG Sports oferece pacotes VIPs para o evento (chamados de "hospitality") e, por conta disso, já responde na Justiça a um processo.

No dia 17 de junho de 2014, durante a primeira fase do Mundial de futebol, James Sinton, CEO da THG Sports, foi detido em um hotel do Rio por vender de maneira irregular esses pacotes, que incluíam até camarote, para partidas do torneio da Fifa.
    
 O inglês foi solto depois de pagar uma multa e rapidamente deixou o Brasil.

A notícia da prisão de James Sinton deixou alarmados os diretores da Cosan Lubrificantes, um dos braços do Grupo Cosan.

Com sede no Rio, a empresa havia adquirido 200 desses pacotes para a Olimpíada. A Cosan, então, procurou o comitê organizador e recebeu dele a informação de que a THG não está autorizada a vender ingressos do evento, embora ostente em seu site o logotipo oficial dos Jogos.

"A THG não possui legitimidade para a comercialização de ingressos relacionados aos Jogos Rio 2016, especialmente aqueles classificados como "hospitality", seja no Brasil ou no exterior. Ela não faz parte das empresas habilitadas", afirmou o Comitê, em carta para a Cosan.

O comitê disse ainda que a empresa inglesa chegou a se candidatar a ser uma revendedora autorizada, mas não foi aprovada.

"Todos os ingressos adquiridos de fontes não autorizadas são passíveis de cancelamento", completou a resposta do Comitê.

Com a posição oficial dos organizadores do Jogos em mãos, a Cosan decidiu acionar a Justiça e hoje cobra dos ingleses indenização por danos morais, além da devolução dos R$ 352.174,04 que já foram pagos pelos pacotes.

A empresa informou que prefere não comentar o processo que move contra a empresa inglesa, que tem escritórios em Londres e em Chicago (EUA).

NA INTERNET

Apesar do processo, a THG continua oferecendo livremente pacotes para os Jogos.

Em seu site, a empresa dá detalhes sobre os benefícios que poderão ser usufruídos por quem adquirir o produto, como canapés e champanhe, e alerta que os interessados devem se apressar, pois a procura é grande.

"Os pacotes para os Jogos de 2016 são limitados, garanta logo o seu", diz o texto promocional da empresa.

O comitê organizador afirma que está acompanhando o caso e que tem tomado várias providências para evitar que situações semelhantes ocorram até o fim dos Jogos.

"A única empresa autorizada a vencer pacotes de hospitalidade do evento é a TAM Viagens. Qualquer outra que fizer isso estará violando as normas", afirma Renato Ciuchini, diretor executivo comercial do Comitê Organizador dos Jogos.

Segundo Ciuchini, a Rio-2016 trabalha em parceria com a polícia para prevenir fraudes na venda de ingressos e, além disso, contratou uma empresa que monitora a internet em busca de irregularidades que envolvam as entradas para o maior evento multiesportivo do planeta. 

 Não aceite ofertas de ingressos em redes sociais

> Há o risco de as entradas serem falsas
> A Rio-2016 dispõe de um sistema específico para revenda de entradas integrado ao site oficial: ingressos.rio2016.com/revenda 

Tags: Espaço Físico | Jogos Olímpicos