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Conta não fecha e megasshows perdem fôlego

Por: 0. 1 de Abril de 2013

Alguns acontecimentos no último semestre demonstraram a instabilidade pela qual passa o mercado de shows internacionais em solo brasileiro. O assunto foi tratado na edição 2013 do Anuário Brasileiro de Marketing Promocional, lançado em janeiro, e a previsão está se confirmando. Agora tomou conta de toda a mídia e os sites especializados dão atenção especial ao assunto. Veja porque. O cancelamento do Sónar, que faria sua segunda edição em 2013 e já tinha dez atrações confirmadas, surpreendeu a todos. A organização disse na última semana que o evento não seria realizado por "Instabilidade do mercado de entretenimento no Brasil". Junto com esta declaração outra notícia sintomática: o show do The Cure, que seria realizado no Estádio do Morumbi, está confirmado mas foi remanejado para a Arena Anhembi, com quase metade da capacidade.  Os primeiros sintomas apareceram no final de 2012, quando o Festival SWU não conseguiu marcar uma nova data depois de realizar duas edições, sobretudo pela mudança de rumo na Prefeitura de Paulínia. Procurado à época pela reportagem do Promoview, Eduardo Fischer negou-se a falar sobre a sua aventura no cenário do Showbiz. Até hoje aguarda-se a manifestação oficial da organização. Ainda no final do ano passado os shows das divas pop Madonna e Lady Gaga não fizeram o sucesso esperado. Lady Gaga cantou para 50 mil pessoas em São Paulo, e Madonna para 58 mil pessoas. Foram feitas promoções de última hora, oferecendo dois ingressos pelo preço de um. Esses problemas podem ser um reflexo da euforia que dominou o mercado de shows no País. Nos últimos dois anos, diversos festivais surgiram e poucos conseguiram se manter. Dos maiores, após a realização do Lollapalooza, apenas o Rock in Rio está confirmado para 2013 - mais um lote de ingressos será colocado a venda na próxima quinta feira as 10h da manhã - mas ambos devem continuar nos próximos anos, especialmente porque o planejamento estratégico da Rede Globo pede um festival sob seu controle midiático em cada uma das principais cidades brasileiras. O tradicional Planeta Terra ainda não tem endereço nem data confirmados mas, neste caso, deve-se considerar que ainda faltam sete meses para sua realização. Para Roberta Medina - apontada entre "As mais influentes do Marketing Promocional" em 11 e 12 - responsável pelo Rock in Rio, a crise é uma soma de vários problemas. "Acho que o mercado cresceu muito rápido. Agora ele vai continuar crescendo, mas talvez não tão rápido", diz. Para a empresária, os custos de mão de obra especializada, escassa no País, e o alto cachê dos artistas contribuem para a situação complicada do mercado de grandes shows. "Infelizmente a crise mundial só não afeta o cachê dos artistas, então essa conta não fecha", diz. Entre tantas opções caras, os fãs estão concentrando suas economias em shows específicos, em festivais ou em casas menores. "Estou pagando caro pelos ingressos porque gosto muito das bandas. Não pretendo ir a outros shows neste ano", disse a advogada Marta Arruda Silveira, uma hipster, a persona desta edição do festival, que enlameou suas botas no piso do Lollapalooza neste final de semana para ver Queens of the Stone Age e Planet Hemp. Enquanto os grandes eventos passam por uma crise, o circuito de apresentações menores consegue manter um bom ritmo de shows com bandas internacionais e lotação máxima. O Cine Joia, principal reduto do rock alternativo, trouxe ídolos indie, como Grizzly Bear e Andrew Bird apenas neste ano. Três atrações do Lollapalooza (Alabama Shakes, Hot Chip e Of Monsters and Men) também vão tocar na casa. Empresários acreditam, no entanto, que a estratégica de investir em shows de artistas específicos só funcione com nomes alternativos, que se apresentam em lugares fechados, para até cinco mil pagantes.  As apresentações de grandes estrelas da música, como Rolling Stones ou U2, talvez se tornem menos frequentes do que foram nos últimos anos, devido aos altos custos envolvidos. "Fazer grandes shows isolados é um negócio arriscado", diz Leonardo Ganem, presidente da GEO Eventos, responsável pelo Lollapalooza, apontado entre "Os Mais Influentes do Marketing Promocional", pelo Promoview em 2012. Segundo ele, além da diminuição dos grandes shows isolados, os festivais, que atraem mais patrocinadores ainda têm força suficiente para se manter. "É o que acontece lá fora", afirma Ganem.  

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