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Congresso de Medicina será realizado no MSC Preziosa

Por: 0 26 de Novembro de 2013

Uma sessão interativa sobre infertilidade conjugal é um dos destaques do VIII Congresso de Medicina Reprodutiva e Climatério, que acontece de 06 a 09/12, a  bordo do MSC Preziosa. Promovido pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva (SPMR) e a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), esta última comemorando seu 25º ano de fundação, o evento reunirá ginecologistas, especialistas em reprodução humana e estudantes, no dia 08/12, para um grande debate sobre as questões mais atuais e práticas do consultório do dia a dia, com um enfoque amplo de temas relevantes. “Trataremos de assuntos de grande importância para quem trabalha com infertilidade, de maneira que diversas opiniões enriqueçam o debate. A ideia é refinar a arte do processo de reprodução humana, desde o diagnóstico até a escolha do tratamento, sempre apurando a sensibilidade de cada um para atender melhor cada paciente”, comenta o Dr. ÉlvioTognotti, professor assistente do Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, diretor do Projeto Alfa e coordenador da mesa. A estimativa geral de infertilidade em casais está em torno de 15%. Em trabalhos internacionais, a média cai para 9%. Só é considerado problema após um ano de tentativas dos parceiros. Ainda assim, entre a população com dificuldade, cerca de metade deles procuram atendimento médico. “Os pacientes que não têm condição financeira de custear o tratamento ficam à mercê da rede pública, que disponibiliza a terapêutica, mas não o suficiente para atender toda a demanda”, salienta Dr. Élvio. Entre as opções de tratamento, o mais conhecido é o chamado bebê de proveta, que chega a um custo de R$ 20 mil por ciclo de tratamento, incluindo consultas, medicamentos, laboratório e honorários médicos. Dr. Élvio explica que a chance de sucesso, dependendo do histórico clínico e da idade da mulher pode chegar a 60% em cada tentativa. As chances de gestação são praticamente estáveis nas três primeiras vezes. A partir daí, as taxas podem diminuir. “Chega um momento em que é preciso avaliar se é indicado repetir ou suspender o tratamento. As alternativas são poucas, em geral receber gameta de outra pessoa, ou seja, óvulo e espermatozoide doados, que é diferente daquilo que a paciente veio procurar: um filho biológico”, completa. Haverá, ainda, um debate informal sobre reprodução assistida, que contará com pesquisadores internacionais de áreas específicas e que atuam na Europa, com mais atualidades e temas que chegarão ao Brasil nos próximos anos.

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