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Como superar a “Crise de Desmotivação” nas empresas

Por: Equipe Editorial WLC. 16 de Outubro de 2015

Para superar a “Crise de Desmotivação” nas empresas é necessário rever os modelos atuais de motivação e incentivo, e pensar nos funcionários como seres humanos dotados de necessidades mais complexas.

De acordo com os nomes mais influentes do universo corporativo mundial em termos de RH e gestão de pessoas, como Seth Godin e Laszlo Bock, trata-se de um problema generalizado e crescente, pois muitas das grandes empresas mundiais ainda possuem mentalidades ultrapassadas em termos de relacionamento entre empresa e colaboradores.

Foto: Divulgação.

A visão tradicional de motivação de funcionários: É necessária uma visão aprofundada para falar de motivação de funcionários. A própria palavra “motivação” é um termo que foi historicamente negligenciado pelas empresas, e apenas nas últimas décadas que começou a fazer sentido para as estratégias de grandes corporações.

No entanto, mesmo com esse “entendimento” da importância da motivação nos resultados das empresas, os gestores responsáveis mais atuais ainda possuem uma visão muito superficial do que realmente gera motivação de maneira efetiva nos profissionais, utilizando práticas que geram pouco ou nenhum efeito em termos de motivação.

Um olhar mais profundo sobre motivação de funcionários: Precisamos de uma compreensão mais aprofundada sobre a palavra “Motivação”, pois esse efeito envolve fenômenos emocionais, biológicos e sociais. Ou seja, devemos levar em consideração as enormes mudanças sociais que estão impactando os trabalhadores atuais. Globalização, avanços tecnológicos, a diversificação e as mudanças demográficas são apenas algumas dessas mudanças.

Temos que compreender plenamente as demandas colocadas sobre os funcionários e cultivar um ambiente no qual ambos possam crescer e prosperar.

Uma das estratégias mais assertivas para isso são técnicas que visem o equilíbrio “vida profissional / vida pessoal” dos colaboradores.

Reajustando nossa mentalidade: Os estilos tradicionais de gestão “de cima para baixo” ditaram que os gestores devem evitar mostrar sua humanidade para evitar a perda de poder e controle sobre seus funcionários.

No mundo de hoje, esta visão é completamente ultrapassada. Os gerentes precisam desenvolver uma nova mentalidade, lidando com seus colaboradores como seres humanos com desejos e necessidades diferentes de alguns anos atrás.

Devemos reconhecer que o colaborador é a parte elementar e determinante de todos os esforços estabelecidos na empresa. Devido ao dia a dia, os colaboradores tendem a saber muito mais sobre produtos, serviços e suas estruturas do que os próprios comandantes e gestores, portanto, nada mais óbvio do que posicioná-los no centro de toda a estratégia da empresa. 

Quanto mais você entender e ouvir o seu funcionário, mais você será capaz de projetar produtos, serviços e processos mais eficientes.

Nesse sentido, os gerentes precisam criar uma atmosfera que contemple o lado humano dos trabalhadores. Preste atenção não só no trabalho de seus funcionários mais principalmente no equilíbrio da vida profissional e pessoal deles. É necessário estar consciente de sua necessidade de tempo livre, horários flexíveis, tempos razoáveis, e as responsabilidades familiares.

Além disso, deve-se fazer o possível para poder criar um ambiente de trabalho inclusivo. Faça da diversidade uma de suas principais metas e garanta que todos recebam tratamento justo e equitativo. Tire um tempo para permitir que seus funcionários interajam e se divirtam, o humor e a descontração são grandes unificadores

Por fim, certifique-se de que você está reconhecendo devidamente seus funcionários pela dedicação e pelos resultados positivos deles. Procure celebrar e reconhecer publicamente a dedicação e os resultados obtidos por eles. 

 

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