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Comemorando o Dia das Crianças de uma forma diferente

Por: 0 9 de Outubro de 2013

Com o objetivo de alertar pais e filhos sobre os perigos do consumismo na infância, mais de 50 feiras de troca de brinquedos estão sendo promovidas, em várias cidades, em todo o Brasil. A iniciativa faz parte de uma campanha lançada pelo Instituto Alana, que atua na defesa dos direitos da criança, e conta com a adesão de 13 Estados, entre eles: Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

De acordo com a coordenadora de Mobilização do Instituto Alana, Gabriela Vuolo, com a proximidade do Dia da Criança, comemorado no próximo sábado (12/10), as famílias devem estar atentas aos apelos comerciais em excesso. Ela ressalta que, além de possibilitar entrosamento e socialização entre as crianças, as feiras de troca ajudam a dar novos significados a objetos antigos e a formar valores menos materialistas em tempos de consumo sem reflexão. "Lançamos essa iniciativa no ano passado para estimular a reflexão sobre o consumo exarcebado e este ano estamos novamente incentivando interessados a promoverem feiras de trocas em suas cidades. É um exercício que envolve toda a família, que deve conversar com as crianças sobre as possibilidades de ter um brinquedo novo sem, necessariamente, comprá-lo", disse Gabriela. [caption id="attachment_332346" align="aligncenter" width="538"] As feiras de troca de brinquedos promovem a socialização entre as crianças (Foto: Agência Brasil).[/caption] Gabriela Vuolo ressaltou que as feiras pelo País são autônomas. Para ajudar pais, mães e movimentos da sociedade civil na organização dos eventos, o instituto disponibiliza em seu site material de apoio para download gratuito, como um guia, cartazes e folhetos de divulgação. Há, também, um mapa com os locais onde haverá feiras ao longo da próxima semana. A comerciante Geneci Paier, de 44 anos de idade, organizou a feira de troca em Porto Alegre (RS), no dia 05/10. Mãe de três crianças, ela diz que se preocupa muito em mostrar para os filhos que as relações, principalmente familiares, não precisam ser pautadas na compra. Segundo Geneci, a primeira edição da feira, no ano passado, foi pequena, com a participação de apenas dez crianças. "Mesmo assim, o evento foi um sucesso. Elas tiveram oportunidade de interagir na troca, escolher e negociar os briquedos que queriam. Este ano estamos esperando uma participação bem maior", acrescentou.

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