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<!--:pt-->Cobrança por conteúdo afasta internautas<!--:-->

Por: 0 19 de Fevereiro de 2010

Uma pesquisa realizada pelo Nielsen Online revela que oito entre dez internautas deixariam de navegar em um site que passasse a cobrar pelo conteúdo, presumindo que eles o irão encontrar de graça em outras fontes. A mesma pesquisa mostra ainda que cerca de sete em cada dez internautas quer que o conteúdo online pago tenha qualidade superior ao oferecido gratuitamente.

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Feita com mais de 27 mil consumidores em 52 países, a pesquisa procurou responder à pergunta: "Usuários irão pagar por conteúdo on-line que é acessado hoje de forma gratuita?" A grande maioria, cerca de 85%, não gostaria da mudança. A esperança para empresas do setor de mídia que passam por crises econômicas e querem cobrar assinatura dos usuários, mostra a pesquisa, é que tipos específicos de conteúdo revelam uma maior disposição dos usuários a considerar o pagamento pelo seu acesso. Usuários da internet estão mais propensos a pagar por conteúdo que já é geralmente acessado "off-line", como filmes, música, jogos e vídeos relacionados a programas de TV - material que exige alto investimento para ser produzido. Na contramão do movimento, conteúdo "caseiro", oferecido por outros usuários de internet e que tem um custo baixo de produção, não seria acessado caso fossem cobrado. Entre os dois extremos, estão os jornais, revistas, sites de notícias, rádio e talk shows, cujo conteúdo se tornou uma mercadoria no mundo virtual, mas ao mesmo tempo pode ser facilmente encontrado grátis na internet. Quaisquer que sejam as preferências, os usuários concordam que o conteúdo on-line pago deve ter um certo tipo de compensação. Por exemplo, 78% dos entrevistados afirmaram que se eles já pagassem pela assinatura de um jornal ou revista, deveriam ter acesso ao conteúdo on-line produzido pelos mesmos meios de graça. E, uma vez que comprassem o conteúdo, 62% dos consumidores ficariam convictos de que é direito deles copiá-lo e compartilhá-lo com quem desejassem. Em relação à coexitência da publicidade com a assinatura, 64% dos entrevistados disseram que não deveria haver anúncios nas mídias se já estivessem pagando pelo seu conteúdo. Enquanto isso, 47% deles estariam dispostos a aceitar mais publicidade para subsidiar conteúdo gratuito. Fonte: UOL

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