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Carreata homenageia o Dia do Fusca em Campo Grande

Por: 0 19 de Janeiro de 2015

Quando ele passa desperta as mais variadas reações: há quem torce o nariz, faz piada e até dá risada. Mas também tem aqueles que elogiam, claro, dependendo do seu estado de conservação. O fato é que o Volkswagen Sedan, ou simplesmente Fusca, é um daqueles automóveis que dificilmente passam despercebidos. Ao longo de sua vitoriosa carreira no Brasil, onde chegou no início da década de 50, o carro, que bateu recordes de vendas nos anos 70, recebeu diversos apelidos. Besourão, joaninha, pé-de-boi, nomes que sempre remetiam a insetos devido ao seu formato. A moda dos apelidos também pegou nos países por onde ele desfilou sua simpatia.

Foto: Marcelo Calazans.
[caption id="attachment_443609" align="aligncenter" width="562"]A carreata foi uma homenagem ao Dia Nacional do Fusca. A carreata foi uma homenagem ao Dia Nacional do Fusca.[/caption] Sim, porque mesmo criticado, seu design peculiar sempre foi seu chamariz. Na Guatemala por exemplo, era conhecido como Cuca, uma abreviação de cucaracha (barata). E foi para celebrar essa carreira de fama e polêmicas, que pelo menos 100 integrantes da Confraria Apaixonados por Fusca e Derivados, criada em Campo Grande, realizou no dia 19/01, uma “fusqueata” com 80 veículos antigos, em homenagem ao Dia Nacional do Fusca, festejado em 20 de janeiro. Criada em 2012 por um grupo de apaixonados pelo veículos, a Confraria tem o objetivo de divulgar a história de um dos carros mais populares do mundo e unir amigos com o propósito de manter acesa a paixão pelo Fusca. E para muitos do grupo, um amor que vem de gerações. É o caso da presidente da Confraria, a historiadora Célida Vanilda Vilalba. Dona de um Fusca 1976, praticamente 100% original, ela conta que o carro está na família desde os seus 18 anos de idade. Hoje, com 28 anos, Célida diz que esse amor aumenta junto com a quilometragem, tanto que nem ousa colocar preço no seu Fusca. “Ele já faz parte de nós. Não tem valor, é sentimento.”, destaca. Coordenando o grupo há um ano e meio, ela diz que os integrantes sempre organizam viagens pelo interior do Estado para participar de Eventos. Alguns vão mais longe, como o Fusca modelo 1976 da funcionária pública Nilsele Barzotto, que em 2014 passou até por Assunção, no Paraguai. Durante cinco dias, ele foi uma das estrelas do evento que os amantes paraguaios do modelo organizaram durante o último Carnaval. Outro modelo que chamou a atenção na “fusqueata”, não por suas aventuras, mas sim, pelos serviços prestados à segurança da Capital, foi um modelo de 1982, que até meados da década de 90 foi utilizado pela Polícia Militar para atender ocorrências. Com sua inconfundível sirene estridente, pintado de azul e branco, ele foi uma das sensações do evento. Mas, sem dúvida, a grande atração dessa quinta edição da “fusqueata” foi um modelo 1986, montado em apenas uma semana, especialmente para o evento. A carcaça foi comprada pelo mecânico Cláudio José Prado Oliveira, que pagou apenas R$ 200,00 por ela, e, ao lado de mais três amigos, montou o carro utilizando peças de vários modelos. A cor escolhida foi o preto, já imortalizado na voz do cantor Almir Rogério, na década de 80, que prestou uma homenagem ao carro com a canção “Fuscão Preto”. Como se não bastasse, os amigos fizeram uma versão conversível e colocaram um boneco com roupa militar no banco de trás para atrair a criançada. Ver a grandiosidade do evento deixa satisfeito o jornalista especializado na área de veículos, Paulo Cruz. Pioneiro nesse tipo de evento, ele lembra do primeiro encontro de fãs de Fusca que organizou, com alguns poucos patrocinadores, em 1997. O evento foi crescendo e ele chegou a organizar 13 edições na Base Aérea, já que também é militar. Na opinião de Paulo, o crescimento de grupos apaixonados por veículos antigos na Capital demonstra necessidade das pessoas em resgatar símbolos que trazem boas recordações. “Isso vem acontecendo na música, nos objetos vintage, tudo isso trás boas lembranças.”, ressalta. Em homenagem ao Dia Nacional do Fusca, cinco modelos ficarão expostos no Shopping Pátio Central, na rua Cândido Mariano, centro de Campo Grande. O público poderá conferir os carros entre os dias 21 e 31 de janeiro.

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