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Caminhões de lixo viram arte com grafitti em Lisboa

Por: 0 17 de Agosto de 2011

Folha anunciou ontem que a Prefeitura de São Paulo liberou espaços até então utilizados exclusivamente por publicidade para grafiteiros. Apesar de ser questionável do ponto de vista "filosófico" da arte de rua, do ponto de vista do acesso a trabalhos de qualidade, a iniciativa é um grande passo. Porém, unir o filosófico ao acesso à arte no dia-a-dia também é possível, e, pode ser menos dispendioso se houver uma dose extra de criatividade. [caption id="attachment_137594" align="aligncenter" width="560" caption="Imagem: Galeria Arte Pública/ SP"][/caption] Quem prova isso é um projeto colaborativo da Galeria de Arte Urbana, de Lisboa, em parceria com a Torke, agência de "pai brasileiro", nascida em Portugal, que recentemente chegou ao Brasil. Ao invés de colocar a arte a dividir lugar com a publicidade, a Torke soube utilizar muito bem o potencial dos dois mundos. Os espaços utilizados em Portugal, não têm o glamour dos painéis publicitários de São Paulo, mas igualmente estão presentes com força em nosso cotidiano: são lixeiras e caminhões de lixo. [caption id="attachment_137593" align="aligncenter" width="560" caption="Imagem: Ariane Feijó/ Arquivo Pessoal"][/caption] “As pessoas ficam com uma cara espantada!” afirmou Sérgio Gomes, da Torke, em depoimento para o blog LAB092. Desde que a ação começou, os caminhões de lixo não passam mais despercebidos por Lisboa. "A ideia era dizer que arte urbana não é lixo”, completa. O interessante da iniciativa é sua singeleza, bem com a grandiosidade do seu impacto.

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