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Calendário Pirelli comemora 50 anos

Por: 0 25 de Novembro de 2013

No dicionário, a palavra Cult define algo idolatrado nos meios intelectuais e artísticos. O adjetivo, geralmente reservado a filmes, livros e pintores, há 50 anos passou a ser dado a um calendário. Não é um calendário qualquer, mas sim, um que já retratou tops como Kate MossGisele BündchenNaomi Campbell e Cindy Crawford. Sem contar atrizes como Natassja KinskiPenélope Cruz e Sophia Loren. Os locais escolhidos para fotografá-las são tão exóticos quanto inusitados, e vão de praias nas Ilhas Seychelles a lagos rodeados por elefantes em Botswana, na África. Até as favelas cariocas já foram cenário do famoso Calendário Pirelli, que completa meio século de vida em 2013. [caption id="attachment_343835" align="aligncenter" width="562"] Calendário Pirelli comemora 50 anos (Foto: Divulgação Pirelli).[/caption] Mas, talvez a mística em torno do The Cal, como é chamado informalmente, tenha começado, por mais óbvio que possa parecer, no início. Afinal, a primeira edição oficial, de 1964, foi clicada por ninguém menos que Robert Freeman, fotógrafo conhecido por acompanhar os Beatles em suas turnês e por assinar algumas capas de discos memoráveis da banda, como Help! Logo de cara, o projeto mostrava a intenção de se afastar do velho conceito da folhinha pendurada nas oficinas mecânicas, rumo a ambientes mais refinados, como museus e paredes de colecionadores. O enfoque dado à nudez das modelos, ao contrário de objetificá-las, mostra mulheres poderosas e sensuais, em fotos que celebram a beleza e a feminilidade sem cair no lugar-comum. Basta lembrar do memorável trabalho realizado por Richard Avedon em 1995, quando o tema foram as quatro estações. Os motivos que levaram o produto a se tornar um  ícone da fotografia mundial não são muito claros até hoje. “A cada ano tentamos nos manter fiéis a três elementos: qualidade, inovação e exclusividade”, diz Dal Pino. A liberdade que os fotógrafos têm para expressar suas ideias, belas modelos e locações exóticas explicam parte do sucesso. Um fabricante de pneus construiu sua imagem a partir desses calendários. É uma forma de marketing viral muito à frente de seu tempo”, resumiu Karl Lagerfeld em 2010. As 20 mil cópias produzidas anualmente não estão à venda: somente chegam às mãos de clientes especiais e personalidades escolhidas a dedo pela empresa italiana. Talvez essa exclusividade seja mesmo o ingrediente secreto responsável por transformar um calendário em objeto de desejo. Por Ana Paula de Andrade/Caras On-line.

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