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Brasília cancela Fórmula Indy e deixa Band na mão

Por: 0 31 de Janeiro de 2015

A Fórmula Indy que seria realizada no autódromo Nelson Piquet no dia 8 de março foi cancelada nesta quinta-feira (29/1). O anúncio foi feito pela Band, organizadora da etapa brasileira da prova. Segundo o comunicado, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) cancelou unilateralmente a corrida de abertura da categoria.

"O cancelamento da "Brasília Indy 300", foi informado à direção da emissora na tarde desta quinta-feira (29). A Band, promotora do evento, informará nos próximos dias como será feita a devolução do valor pago pelos ingressos", diz o comunicado. Negociada no governo Agnelo, a etapa foi confirmada pelo novo governo do Distrito Federal no início do ano. O autódromo Nelson Piquet estava em reforma desde o fim do ano passado para receber a etapa. A venda de ingressos havia começado no início do mês. Conforme a assessoria de imprensa da Band, cinco setores, dos 10 oferecidos, já estavam com os bilhetes esgotados. No total, 28 mil entradas estavam à venda com preços de R$ 70 a R$ 300.  A Band ainda não informou se a etapa será realizada em outro local. Consultor do GDF no ano passado, o piloto Vitor Meira disse ter ficado surpreso com o comunicado. "Eu não esperava. Soube com o anúncio do cancelamento", informa o atleta. Desde o início do ano, ele não acompanhava mais o andamento da obra com a troca de governo do DF. "Estou muito apreensivo e ainda espero que a corrida ocorra", diz, esperançoso. Multa O cancelamento da corrida ocorre num momento conturbado para o GDF, que vive pressão política para pagamento de salários e serviços básicos da cidade. De todo modo, a decisão deve representar mais um buraco nos cofres públicos. Embora os organizadores do evento não tenham confirmado oficialmente, estima-se que a multa para o cancelamento possa chegar a US$ 70 milhões. À época do acordo que traria a prova para Brasília, o então governador, Agnelo Queiroz, assinou um contrato na casa de US$ 15 milhões — pelo direito de receber a corrida na cidade pelos próximos cinco anos. Se a multa atingir esse patamar de US$ 70 milhões, ela será bem maior do que o custo previsto de realização da prova na cidade. Alexandre Navarro, presidente da Terracap, que faria as obras de adaptação do autódromo, disse acreditar que o GDF não precisará pagar a multa. Segundo ele, há uma recomendação do Tribunal de Contas do DF e do Ministério Público do DF e Territórios nesse sentido. Segundo Navarro, o termo que estabeleceu a punição foi assinado por duas partes privadas, a emissora de tevê e a organização da competição. Ele considera que, em um outro momento, o evento seria válido. Mas, agora — avalia — a corrida não faz sentido. “Temos problemas maiores para resolver”, ressaltou.
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