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Bob Wolfenson e Kibon na ArtRio

Por: 0 3 de Setembro de 2014

A exposição “Deu Na Telha - Olhares”, de Bob Wolfenson, que será apresentada na edição deste ano da ArtRio, traz fotos panorâmicas da primeira exposição aérea brasileira realizada no Complexo do Alemão e retrato dos 15 moradores que participaram ativamente da produção e realização do projeto, entre os meses de maio a julho deste ano. “Para a Kibon, patrocinar um projeto desta magnitude é motivo de extremo orgulho. Estamos no Complexo do Alemão desde 2011, pudemos ouvir as necessidades desses moradores e, juntos, conseguimos realizar um projeto social, cultural e sustentável”, afirma Katia Ambrosio, diretora de Marketing da Kibon.

Fotos: Bob Wolfenson.
KIBON E BOB A inspiração para a exposição de Wolfenson surgiu a partir de uma visita que o fotógrafo fez à comunidade da zona norte do Rio. O objetivo inicial era conhecer o espaço onde seriam acomodadas as obras de arte de 13 artistas cariocas e ministrar um workshop para moradores sobre sua carreira artística. “Ao subir no teleférico confesso que fui imediatamente impactado com tamanho daquele lugar e a quantidade de pessoas que viviam ali”, afirma Wolfenson que resolveu retratar alguns desses moradores de uma forma especial e única. “Achei que fotografar somente as obras seria um trabalho descritivo sobre algo que estaria pronto. A iniciativa de fotografar os moradores, de alguma forma, envolvidos no projeto, seria algo onde eu poderia interferir mais, pôr a minha mão, tomar decisões ao meu alcance e dar a eles a oportunidade de serem reconhecidos em todo o seu potencial”, completa o fotografo. Com a ideia de apresentar a importância de cada elemento deste projeto, Wolfenson, juntamente com a Kibon, criou um espaço em que as obras expostas nas telhas do Complexo do Alemão e o retrato dos moradores participantes do projeto pudessem ser apreciados de forma harmônica e uniforme. “Na face externa estão as panorâmicas, fotos que mostram o Complexo do Alemão e as obras do Deu na Telha, as lajes em que foram instaladas. Na parte interna estão os retratos dos participantes do projeto. São duas faces de um mesmo local, um percurso do exterior para o interior, para as pessoas da comunidade que, junto com os artistas, deram vida ao projeto”, conclui Wolfenson.

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