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Às crianças e aos mestres promocitários, com carinho

Por: 0 9 de Outubro de 2012

Venho de uma maratona de Palestras para a 8a Sampro, apresentando uma palestra que mostrava o porquê do Marketing Promocional ter ocupado o lugar da Propaganda na verba do cliente. Nada de papo furado. História, dados e fatos simplesmente. Melhor, mostro o quanto a Publicidade e a Propaganda são importantes para a Comunicação do cliente, mas o quanto ele, o cliente, a confundiu com Marketing Promocional, Brand e Comunicação Integrada. Palestra séria, com conteúdo, gratuita (embora para empresas e algumas instituições, a Projetteria, que cuida das minhas palestras Brasil afora, cobre algo em torno de oito mil reais por elas), focada nos alunos das Faculdades de Comunicação, mostrando um caminho ainda cheio de espaços vazios, onde “há vagas” a serem ocupadas. Ofereci estágio, vejam só. Nas palestras, mostrei como trabalhar nas Agências de Marketing Promocional. Estive com profissionais de primeira, que também têm palestras que custam caro, assim como o seu tempo, e que lá estiveram, gratuitamente também, como o Rafael Liporace e o Marcio Formiga. E por aí vai. Por que estou dizendo isso? Simples. Porque constatei, para minha tristeza, como Promocitário e Professor, que nossas Universidades, de maneira quase geral, ignoram o mercado e suas necessidades, não valorizam os profissionais e ainda agem num academicismo tolo, pra não dizer “burro” mesmo. Professores omissos em suas responsabilidades de construir e fomentar conhecimento, ainda apegados aos livros, horários de aula e matéria no quadro. Claro que temos exceções em todas elas, em especial o pessoal da Moacir Bastos e uma galera bem legal da Estácio, mas a ESPM continua a mesma: ignora com empáfia o Marketing Promocional, em especial no Rio. Pior mesmo é ver alunos entrarem e saírem, conversarem, mesmo com alguns interessados pedindo silêncio, pois sabem que pagam para estudar e não para desfilar moda, falar abobrinha, contar piada, arrumar festa, “comer merenda” e paquerar. Em algumas delas, os professores, orientados pelos Coordenadores, deveriam levar as turmas para assistir à palestra como matéria a ser debatida e questionada. Mas, que nada, dispensavam as turmas para irem à palestra e aproveitavam para ir embora e não fazer o seu papel. Apesar disso, a Sampro foi um sucesso para cerca de 300 alunos que foram, perguntaram, mandaram e-mail, se ofereceram para estágio e querem conhecer e filiar-se à Ampro. Então por que esse texto, né? Porque me dei conta que dia 12 de outubro é Dia das Crianças e dia 15, Dia do Professor. Resolvi escrever esse texto para homenagear a um só tempo as crianças, que vivem dentro de nós, questionadoras, curiosas, cheias de vida, querendo aprender, ouvindo, brincando e interagindo com seus “Tios e Tias”. E, aos verdadeiros mestres, incansáveis na missão de educar pelo exemplo, ensinar pela certeza de que têm algo a fazer para melhorar um País e a vida daqueles que acreditam neles. Às crianças de coração limpo, um beijo, um abraço e uma brincadeira bem legal. Aos mestres do meu passado Eduardo Portela, Evanildo Bechara, Guida Neda Barata Parreiras Horta, Arnaldo Niskier, e tantos outros, e do meu presente como Gilberto Strunk, João de Simoni, Marcia Wolf, Elza Tsumori, Rafael Liporace, Grazy Prezutti Marcio Formiga, Julio Feijó e um sem número de outros Promocitários que ouço, ainda hoje, em silêncio, com respeito, sem hora para terminar a conversa, para aprender mais sobre o meu ofício. Não importam meus cursos, Pós, Mestrado, nada. O que importa é que se tem alguém como eles a falar, lá estarei para ouvir. Aos meu mestres, com carinho, um abraço de reconhecimento. Aprendi e ainda aprendo muito com vocês.

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