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AmBev cria Centro de Experiência Cervejeira da Bohemia

Por: 0 12 de Maio de 2012

Com investimento R$ 65 milhões, a AmBev inaugurou recentemente, em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, o Centro de Experiência Cervejeira Bohemia. A unidade é um misto de museu, minicervejaria e centro de pesquisa e desenvolvimento dedicado exclusivamente à marca, e deverá ajudar a companhia em seus planos de expansão no segmento premium. A unidade funcionará em uma área de sete mil metros quadrados, no prédio onde até a década de 1990 funcionava a fábrica local da Bohemia. Com capacidade de produção de três milhões de litros por mês, o centro será responsável por quase toda a produção das variantes da marca Bohemia – Weiss, Escura, Confraria e Pilsen – e de edições especiais que serão lançadas, diz João Castro Neves, presidente da AmBev.

O lançamento do Centro de Experiência Cervejeira está em linha com a estratégia da companhia de compensar o crescimento pífio do mercado de cervejas no Brasil, impulsionando a promoção de marcas mais caras e rentáveis como Bohemia, Original, Stella Artois e Budweiser. Hoje, o segmento representa aproximadamente 4% do mercado nacional, contudo, a empresa avalia que há espaço para que este dado dobre em três a cinco anos. “O consumidor brasileiro de cerveja está hoje mais aberto a experimentar e descobrir novos paladares”, diz o presidente da AmBev. Segundo ele, porém, atualmente não basta lançar uma nova marca e fazer campanha para divulgá-la. É preciso estimular o consumidor a prová-la. No Centro de Experiência Cervejeira funcionará também um restaurante, onde os visitantes poderão provar as variantes da cerveja Bohemia com diversos pratos. Haverá ainda espaço para cursos sobre cervejas, semelhantes aos que vinícolas e enotecas promovem sobre vinhos. Neves disse ainda no evento de lançamento do Centro que a AmBev pretende criar em sua fábrica em Piraí-RJ, o maior centro de pesquisa e desenvolvimento de cervejas no mundo. Para 2012, a expectativa de aumento das vendas da AmBev no Brasil, de modo geral, é de 1% a 3%, em linha com o desempenho do ano passado, diz o executivo. Os anos de 2009 e 2010, em contraste, foram de forte crescimento. “Pelo que escutamos do governo e temos acompanhado, em termos de tentativas de estimular a economia, pode haver recuperação no terceiro e quarto trimestres, mas está ‘médio’ complicado”, diz. Fonte: IG Economia.

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