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Alunos da UnB fazem mostra de ex relacionamentos

Por: 0 17 de Outubro de 2013

Estudantes do curso de Museologia da Universidade de Brasília (UnB) lançam em novembro uma exposição que aborda o fim dos relacionamentos amorosos. O projeto, batizado de “E não foram felizes para sempre”, reúne cartas de amor, ingressos de shows, ursos de pelúcia e até roupas íntimas, que foram doadas para o acervo. Em menos de duas semanas, cerca de 200 objetos foram deixados no local. “A gente não imaginou que fosse chegar a essa dimensão”, disse uma das organizadoras do projeto, a estudante Kátia Fonseca, de 21 anos de idade. O grupo se espelhou no Museum of Broken Relationships, da Croácia, para lançar o projeto na UnB. Idealizado por um casal de ex namorados, o museu croata coleciona histórias de finais felizes ou nem tanto, a depender do ponto de vista. No acervo em Brasília, todos os objetos simbolizam o término de um relacionamento. Entre os itens mais entregues estão cartas trocadas entre casais. Alianças, ursinhos, fotografias e desenhos reforçam o grupo de “peças-clichês” dos relacionamentos amorosos. [caption id="attachment_335007" align="aligncenter" width="551"] A mostra reúne objetos de ex relacionamentos (Foto: By Reprodução Bom Dia DF).[/caption] Peças “exóticas” também revelam histórias divertidas, como a de uma cueca que um rapaz usava no dia em que teve a primeira relação sexual com a namorada. Desde que a menina ganhou o presente, a roupa íntima não foi lavada. A peça foi doada ao museu pela garota. O acervo ainda conta com óculos 3D furtados de um cinema no primeiro encontro de um casal, uma corda com um nó de escoteiro, significando fidelidade, um origami completo, presente dado pela namorada, e um pela metade, que o namorado não conseguiu terminar antes do fim do relacionamento. “O objeto pela metade concretiza nossa ideia de que não foram felizes para sempre”, disse Kátia. Anexado a uma das fotografias emprestadas ao museu estava um bilhete que dizia “Nunca fomos perfeitos. O amor se encontrou nos nossos erros e acertos. Sempre haverá a primeira de muitas memórias e experiências.” O recado continuava com o “Soneto da Fidelidade”, de Vinicius de Moraes.

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