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Aeroportos opõem COI e Dilma

Por: 0 16 de Junho de 2011

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, entrou no dia 14/06, oficialmente para o grupo de críticos da situação dos aeroportos no Brasil. "Se não houver aeroportos adequados, não há como permitir que os torcedores possam acompanhar nem a Copa do Mundo nem os Jogos Olímpicos", disse. O Rio vai receber a Olimpíada de 16.

[caption id="attachment_121735" align="aligncenter" width="580" caption="Jacques Rogge preocupado com a estrutura aeroportuária brasileira."][/caption]

Coincidentemente, no mesmo dia, a presidente Dilma Rousseff garantiu, em sua coluna semanal para jornais regionais, que todas as obras, aí incluídas as dos aeroportos, estarão concluídas a tempo para o Mundial e os Jogos Olímpicos. "As obras seriam necessárias mesmo sem a Copa e os Jogos devido ao aumento do movimento de alguns aeroportos pela elevação de renda dos brasileiros"", afirmou a presidente. A Fifa vem questionando os aeroportos brasileiros há tempos, sob o argumento de que o País precisa ter condições de receber turistas estrangeiros durante os eventos. O COI se manifesta agora, com igual preocupação. Segundo os cálculos das entidades, em 2014 os aeroportos brasileiros já terão um movimento 30% superior ao que existe hoje, apenas por conta do avanço da economia brasileira. É, na essência, o que disse Dilma. A presidente, na coluna em que responde a perguntas feitas por cidadãos, reiterou que seu governo investirá R$ 5,5 bilhões somente na reforma e ampliação de aeroportos e garantiu que a Infraero "está em plena execução de seu programa de investimentos para ampliar a capacidade e melhorar os serviços privados"". Na Suíça, Rogge admitiu que, no caso dos Jogos de 16, há um pouco mais de tempo para que a reforma dos aeroportos seja concluída. "A maior preocupação é mesmo para a Fifa, que tem seu evento em apenas três anos. Nós temos cinco anos pela frente. Mas, mesmo assim, isso é algo que terá de ser solucionado rapidamente para que não tenhamos sérios problemas"", insistiu. Fonte: Jamil Chade - O Estado de S.Paulo.

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