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Ações promocionais que impactam os consumidores

Por: 0 7 de Outubro de 2014

A agência de pesquisa de mercado e inteligência Hello Research entrevistou mil pessoas de todos os perfis demográficos, em 70 cidades espalhadas em todas as regiões do País, entre os meses de junho e julho deste ano. O objetivo foi conhecer o comportamento de compra dos brasileiros em relação às oportunidades geradas pelas ações promocionais. No âmbito geral, 82% dos consultados afirmaram não se lembrar de ter optado por alguma promoção de bens de consumo em sua última compra. Contudo, entre os que se lembram, é a classe A que mais se destaca com 29%, porcentagem quase duas vezes maior do que a registrada entre a classe D e E, em que apenas 14% se lembram.

Fonte: Reprodução/Google.
e-consumidores “Os números trazem duas realidades importantes. A primeira é que a população em geral já não é tão impactada por promoção como em outros tempos. A segunda é que os consumidores de baixa renda, das classes D e E, são menos suscetíveis às ações promocionais do dia a dia.”, afirma Davi Research. Com relação aos 18% dos consumidores que foram impactados, o mecanismo de promoção mais lembrado e preferido, com relação aos bens não duráveis, foi o de “redução de preço”, com 52% da preferência, especialmente entre o público sênior, a partir dos 45 anos de idade, com 57%. Em segundo lugar vem o “Pague 2 e Leve 3 e outros do gênero”, que sensibiliza 1/4 dos consumidores, e em terceiro lugar, o “Compre e Ganhe”, com 16% da preferência. Uma curiosidade registrada pelo estudo fica por conta de 24% da população da Região Nordeste gostar do mecanismo promocional de “Degustação”, índice muito superior à média nacional que é de 15%, sendo apenas o quarto lugar ocupado pela mecânica promocional no gosto dos brasileiros. Já em relação à venda de bens duráveis, situação de compra também analisada pelo estudo e registrada entre 13% dos brasileiros pesquisados, 51% deles compraram algum eletrodoméstico ou eletrônico nos últimos três meses em promoção. Desses, as mulheres lideram as compras com 66% contra 48% dos homens. No que se refere a classes, a B e C mostraram-se mais adeptas às ações promocionais, com 58%, do que a classe D e E, com apenas 39%. Dos consumidores da região Sul, 92% dos entrevistados levaram para casa os itens em promoção, em contraponto com os consumidores da região Sudeste, os que menos compraram esses itens, com 45%. Ainda no que se refere às compras de bens duráveis, um a cada quatro brasileiros declarou ter comprado um item sem necessidade de troca, apenas em função do senso de oportunidade da compra em promoção. Outra constatação importante no consumo de bens duráveis é que um em cada dois dos entrevistados afirmou que promoção não o motiva a trocar sua marca preferida por uma outra apenas pela ação promocional . Nesse sentido, as mulheres são mais fiéis às suas marcas favoritas, 67% contra 43% dos homens. Em uma comparação sobre o comportamento de compra de itens mais caros (bens duráveis) e itens do dia a dia (bens de consumo), ficou claro que o consumidor se posiciona de forma diferente frente a cada tipo de compra. Sobre as compras do dia a dia, existe um sentimento muito mais voltado para compra rápida e de urgência, e nesse cenário, o consumidor não se atenta a diversas promoções, pois busca agilizar o processo da compra e poupar seu tempo. Já em relação à compra de bens duráveis, existe a ideia de compra programada somada ao fato do senso de oportunidade. Deve-se levar em conta que a pesquisa foi mais focada na questão de descontos e não de ativações de marca feitas para atrair a atenção do consumidor. Existe uma parte do mercado promocional que acredita que promoção deve ser considerada uma ferramenta do marketing promocional, enquanto que uma outra não a considera.  
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