Experiência de Marca

A magia do Natal dos promocitários

Nos grandes momentos em que famílias estão reunidas curtindo o seu lazer em momentos únicos, inigualáveis, o profissional de live marketing aparece trabalhando.

Muitos pensam que o profissional de live marketing não se diverte ou não tem família. Pensam que eles não têm momentos de lazer nem sorriem. Isso porque, nos grandes momentos em que famílias estão reunidas curtindo o seu lazer em momentos únicos, inigualáveis, ele aparece trabalhando.

Assim é no Carnaval, no Réveillon, nos shows de artistas diversos nas ruas, praias, estádios, casas de festa, nos eventos gastronômicos, infantis, nos desfiles de moda, na Árvore de Natal majestosa cheia de luzes, na chegada do Papai Noel… e por aí vai.

Eles têm família sim, têm amigos – muitos deles, por sinal, companheiros de trabalho, que viram um misto de família e amigo -, tem gente com quem se preocupa, que ama, com as quais fala antes ou depois do espetáculo ou evento que vai fazer muitos de nós sorrir ou chorar de emoção.

Foto: Reprodução/Google.

eventos de natal

Eles, os profissionais de live marketing, também sentem, choram e se emocionam. Mas, muitas vezes, em meio ao seu trabalho e sua missão de levar beleza, encantamento, alegria e emoção a pessoas ele se prende, se trava à espera do final perfeito, sem erro, para poder chorar ou sorrir num canto, sozinho, com os amigos produtores ou ao telefone, falando com aqueles que ama.

É uma escolha. Uma profissão que tem seu lado bom e o seu lado ruim como qualquer outra. Mas, que, acima de tudo, tem gente, pessoas, nós, vocês como objetivo final.

Queria ser um mágico e duplicar os profissionais de live marketing em meio ao auge de seus eventos. Queria fazer isso para que metade deles continuasse a missão, o trabalho, e a outra metade se divertisse, virasse público e visse a beleza do que faz.

Ia ser legal ver os sorrisos deles. Melhor, ia ser legal vê-los ao lado dos filhos, mães e pais, irmãos e irmãs, esposas e maridos, namorados e amigos, se abraçando ao romper a meia noite, dançando ao ritmo do artista preferido ou mesmo pulando e se divertindo.

Daí, meu texto de Natal vai para meus companheiros de jornada live, os promocitários, que eu, com muito orgulho, junto com o Júlio Feijó, nomeei profissionalmente aqui no Promoview. Meu texto conta a história de uma cartinha de Natal escrita por um produtor durante um evento.

Espero que ela sirva como mensagem e enlevo pra gente, porque eu acredito que Papai Noel pode nos ouvir e que quanto mais gente pedir a ele coisas legais, mais fácil será que ele realize nossos desejos. Vamos à história.

Em meio ao evento ele parou e escreveu a carta:

“Papai Noel,

Espero que o encontre bem, porque da última vez que fiz sua chegada achei que você estava um pouco acima do peso. Opa, desculpe, mas é que o figurino ficou difícil de entrar e encontrar uma costureira às três da manhã foi bem difícil.

Bom, pois é, tô meio fora de forma para fazer uma cartinha, embora tente todo ano. Cresci muito (a última vez que mandei uma carta de verdade tinha uns oito anos de idade e já sabia que você e meu pai tinham um conluio. Um dava a grana ou comprava o presente e você aparecia para entregar. Achava sua roupa meio suja… desculpa é que já era meio que ligado a eventos na escola.) e tenho pouco tempo para escrever.

Na verdade, essa carta esta sendo escrita hoje, dia 24 de dezembro. São 22h e eu estou aqui nessa festa para umas 300 pessoas e me colocaram para cuidar do A&B e tudo está correndo muito bem, graças a Deus. Cliente e convidados felizes. Escrever no computador é bem mais fácil que no papel, daí dá.

Não sei ao certo o que me levou a escrevê-la outra vez. Nunca sei… sei sim. Foi a saudade do meu filho que hoje, mais uma vez, fica longe de mim que não posso ser nem Papai Noel de verdade nem o papai simplesmente.

Queria te pedir para colocar meu filho nessa festa (se desse para colocar toda minha família seria legal, mas sei que seria difícil) só para eu poder ver o rosto dele quando recebe o presente que você leva. Desde que ele nasceu faço essa festa. E nesses seis anos eu só imagino se ele acredita mais em você do que em mim.

É isso. Tenho que ir que o dever me chama. Se der para fazer isso para todo pessoal da produção que tem filho aqui seria legal também.

Obrigado Papai Noel. Um abraço cheio de fé.”

Poxa, pensou, e eu que ainda acho que isso faz alguma diferença, voltando à ativa. A carta era a maneira que tinha de estar com a família todo Natal, um jeito-prece de se aproximar deles. Era quase meia noite.

Voltou ao salão e viu, num canto, a dona da agência juntando os produtores. Pensou: Ao menos isso. Passaremos meia-noite juntos. E juntou-se ao grupo.

Papai Noel entrou. As crianças ficaram em pandemônio, correram para ele. Depois, entrou um outro Papai Noel, e, para surpresa de todos, ele trazia pelas mãos os filhos dos produtores, suas esposas e mães atrás.

Foto: Reprodução/Google.

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Ele achou que era uma visão. Não era. A dona da agência resolveu fazer-lhes uma surpresa pelos longos anos de trabalho fiel e de sucesso.

Naquela noite, ele mostrou a carta aos amigos e sorriu. Os parentes viraram convidados do evento com os ingressos pagos pela dona da empresa e eles puderam fazer um Natal maravilhoso também para eles.

Foi para um canto, rezou e agradeceu a Deus e a Papai Noel, claro, pelo presente.

Foi quando o velho Noel foi chegando perto dele, de saída, e disse: Feliz Natal! E saiu andando rumo á porta dos fundos. Ao chegar na porta, virou-se e disse:

– Eu não estou tão gordo assim, estou?

Para você que ainda crê na nossa magia, um Feliz Natal e um Ano Novo cheia dela.