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A homenagem de Zaragoza a Tomás Lorente

Por: 0. 28 de Janeiro de 2011

Entre os dias 03 e 09/02, um grupo de amigos do publicitário Tomás Lorente, que faleceu prematuramente em julho de 2009, irá homenageá-lo com uma exposição no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE). Além de uma mostra das criações de Lorente, serão apresentadas obras em sua homenagem por mais de 40 de seus amigos.

José Zaragoza, da DPZ, que tinha com Lorente uma relação quase de pai e filho, já concluiu seu trabalho. Uma tela com mais de 1,70 metro mostra um Lorente bastante jovem, em início de carreira. Junto com a imagem há um texto escrito pelo próprio Zaragoza como forma de homenagear o amigo. No texto, Zaragoza fala do seu sentimento, de como era sua amizade e apreço profissional e confidencia que negociava com Lorente seu retorno aos quadros da DPZ. Filho de espanhóis, Tomás Lorente viveu boa parte da infância em Barcelona, retornando ao Brasil no início da adolescência. Em 1976, fez seu primeiro estágio na Lage Stabel & Guerreiro. A partir daí, acumulou 33 anos de carreira, com passagens pelas principais agências do mercado, como a DPZ. Lorente é o diretor de arte mais premiado da história do Clube de Criação de São Paulo (CCSP), do qual foi presidente de 1999 a 2001. Em Cannes, conquistou 15 Leões como diretor de arte e mais 50 como diretor ou vice-presidente de Criação. Entre suas criações mais famosas está o logotipo da Fundação SOS Mata Atlântica. A seguir, o texto de Zaragoza: “Conheci o Tomás Lorente há muitos anos. Ele era só um meninote quando começou na DPZ. Era o mais jovem dos meus assistentes. Montava os layouts, fazia alguns desenhos e até apontava os lápis. Começou assim, pequeno, como todos os grandes profissionais que passaram por minha vida. Era para mim como um filho e, sinceramente, acho que ele também me tinha como um pai. À medida em que o tempo passava, ele ia crescendo, profissionalmente e como pessoa. Sempre tentava se superar. De fato melhorava a cada dia, era algo visível. Era gratificante ver como amadurecia com o passar dos dias. Era como assistir à construção de um grande homem e publicitário sem igual, tudo ao mesmo tempo. Deixou a condição de filho e passou à de irmão. Cresceu tanto que se tornou um dos melhores diretores de Criação que o Brasil já teve. Por isso, por essa trajetória, foi realmente uma pena ele ter nos deixado tão cedo. Vai ver precisavam de alguém assim especial noutra dimensão. Minha intenção era trazê-lo de volta à DPZ, pois estávamos reorganizando os departamentos e ele sempre esteve nos nossos planos. Não tivemos tempo. Ele se foi antes que pudéssemos concretizar nossa idéia. Tomás Lorente não está mais entre nós, mas nunca será esquecido, pois suas atitudes e trabalhos são de uma força capaz de manter viva sua memória para sempre.”

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