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O que o futuro reserva para o mercado de Live Marketing

Por: Redação 2 de Agosto de 2017

A comunicação entre empresas e público segue um processo constante de evolução. Atualmente, as marcas procuram os profissionais de Live Marketing para se conectar com o consumidor, não apenas vender um produto.

Essa conexão automaticamente acaba sendo convertida em resultados. Cada vez mais a propaganda tradicional dá lugar à ideia de experiência, aproximando as marcas para o dia a dia das pessoas. Não se busca mais apenas curtidas e compartilhamentos. É necessário um engajamento maior e além disso. 

O atual cenário da comunicação no Brasil e no mundo é cada vez mais efêmero e instantâneo. Tudo está mais acessível, a um passo (ou um clique) de distância de qualquer um. Por conta dessa velocidade e disponibilidade, o tempo de retenção é cada vez menor e o tão sonhado engajamento fica mais distante para as marcas. Hoje, para se manter bem no mercado, as empresas precisam sair da zona de conforto.

E isso automaticamente se aplica para as agências. Com o advento do Live Marketing, cada vez mais as empresas procuram por experiências diferenciadas, e não mais somente por nomes de agências consagradas.

Para ter ideia da representatividade do Live Marketing no mercado, observamos que as ações envolvendo essa modalidade movimentaram R$ 43,9 bilhões anuais, de julho de 2015 a julho de 2016, segundo a Associação de Marketing Promocional (AMPRO). E quem vai ficar com esse “pedaço do bolo”? Quem tiver mais criatividade e “for além”.

O futuro da comunicação - e por consequência, do Live Marketing - caminha cada vez mais para o término do agenciamento exclusivo, tendo seu foco em criatividade x custo x qualidade de entrega. Quando pensamos em “fim do agenciamento” não queremos  beirar ao tom alarmista, pelo contrário. As empresas vão cada vez mais abrir concorrências no lugar de ter uma ou mais agências específicas e/ou exclusivas para atendê-las. Por isso estão aparecendo cada vez mais os “grupos econômicos” formados por diversas agências.

Esse processo é mais que natural. Ora, se hoje em dia, a maior parte dos consumidores escolhe os produtos que vai comprar a partir das experiências que vivenciam com eles – e esse é exatamente o ponto forte do Live Marketing – nada mais lógico que as próprias marcas viverem esse mesmo processo em relação às agências.

Não há o que temer. Não é questão de crise, é apenas uma renovação do processo do mercado. Se no Live Marketing oferecemos ao cliente a melhor ferramenta de acordo com o objetivo e com o momento no qual a marca se encontra, porque não o mesmo cliente escolher a experiência mais adequada com profissionais diversificados ao invés de “casar” ou “virar refém” com uma única agência?

Assim como as ações promocionais proporcionam interlocução viva entre marcas e pessoas, essas mesmas propostas podem proporcionar um novo olhar das marcas para o próprio mercado de comunicação, dando oportunidade para novos profissionais com ideias diferenciadas se destacarem num mercado que outrora era extremamente fechado. Que venham as novas ideias e experiências. Não só para o público, mas para todo o mercado. 

Rodrigo Almeida é Diretor de Atendimento e Marketing da MAK, agência especializada em Brand Experience e Live Marketing.


 

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