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Elaine Moro e as expectativas de promo no Sul do País

Por: 23 de Junho de 2015

mercado promo sofreu grandes modificações ao longo das últimas décadas. O que antes parecia um investimento de pouco retorno, hoje é considerado uma das melhores formas de divulgação, pois, além de ser uma forma de experimentação dos conceitos e produtos de uma marca, também serve para estreitar laços com os consumidores.

O ano de 2014 foi de bastante dificuldade para o setor devido à Copa do Mundo e Eleições. No entanto, muitos profissionais estão animados com 2015. Apesar do início fraco para maioria, a velha máxima de que o mercado promo cresce em épocas de crise dá o tom de expectativa positiva para os próximos meses  no curto prazo, sempre de olho nas Olimpíadas de 2016.

Para falar um pouco sobre esse cenário na região sul do Braisl, Promoview conversou com Elaine Moro Costa, sócia-diretora da agência de live marketing MC4x, entrrevistada esta semana na séire As Mais Influentes do Live Marketing que é a lista com as 20 principais executivas do setor na país, escolhidas pelos leitores do Promoview.

Possuindo duas décadas de experiência no assunto, a executiva falou de sua carreira apresentando sua visão sobre a atual situação do mercado promo e o que ela espera para 2015.

ELAINE MORO COSTA

Promoview: Você já atua no mercado promocional há 20 anos, nos conte um pouco sobre sua trajetória no setor e o que você viu de mudanças desde que iniciou sua carreira.

Elaine Moro: Acho que sempre fui uma apaixonada pelo que faço! Comecei a minha trajetória na área cultural e depois em agência de marketing promocional, onde vi o mercado crescer, deixando de ser below de line e partindo para carreira solo, a promo, que acabou dando um salto assustador, tão grande que começou a ser cobiçada pelas agências de comunicação, onde cada uma queria ter seu departamento destinado para a prática.

Era visível que, uma hora ou outra, esta linha de ascensão iria estabilizar e foi isto que aconteceu. Passamos a ter agências especializadas e não braços de comunicação. Os profissionais, até então criados dentro de agências, começaram a se profissionalizar e ficar mais estratégicos, por isto veio o live marketing, e, as empresas que não estavam preparadas para este pensamento fecharam e surgiu um mercado mais profissional e estratégico.

Promoview: O mercado de live marketing movimentou US$ 21,8 bilhões no Brasil em 2013, um número 5,5% maior que o resultado de 2012. No entanto, em 2014, ele registrou uma queda de 4,3%, a primeira retração em dez anos. Como você avalia essa retração do setor?

Elaine Moro: A retração do mercado é geral, isso se deve à economia do Brasil. Estávamos em constante ascensão, e, com o freio da economia, muitas empresas tiveram cortes e estes cortes, começam no nosso mercado de live marketing e comunicação.

budget diminuiu, as grandes ativações viraram pequenas e todas as estratégias, começaram a ser revisadas.

Promoview: Levando em conta os dados citados acima, quais são suas expectativas para o live marketing em 2015?

Elaine Moro: Não será uma ano fácil, vamos ter que usar de muita criatividade para trabalhar com um custo menor e grandes ideias, mas também sabemos que é na crise que as empresas nos procuram, pois precisam motivar seus colaboradores, vender seus produtos e falar com seu consumidor. E é aí, que a gente entra.

Promoview: A MC4X fechou 2014 com grandes cases em seu portfólio. Vocês podem adiantar alguns dos jobs que assinarão neste ano?

Elaine Moro: Estamos com ótimas expectativas, ganhamos algumas contas, mas ainda é cedo para revelar alguma coisa. Só posso garantir que vem muitas coisas boas por aí. Algumas inclusive foram publicadas no Promoview como as ações que fizemos no Festival de Teatro de Curitiba no final de março.

Promoview: No ano passado, você assumiu a diretoria regional dos Estados do Paraná e de Santa Catarina da Ampro. Como foi ser nomeada para este cargo?

Elaine Moro: Está sendo uma experiência nova, a gente sempre acha que vendo de fora parece muito mais fácil, mas é o contrário. Apesar de receber todo o apoio da Ampro Nacional, temos muitas dificuldades no nosso mercado regional, são poucos os empresários de live marketing que se interessam, e, sem esta força, nunca conseguiremos fazer mais barulho.

Espero que este cenário mude e as pessoas enxerguem o nosso negócio, como ele merece ser visto, com ética, profissionalismo, e, acima de tudo, engajamento. Temos neste ano o segundo Congresso Brasileiro de Live Marketing, que é uma grande vitrina para o mercado e espero ver muitos dos nossos associados, fornecedores e profissionais, debatendo e pensando em soluções inovadoras para oferecer aos nossos clientes.

Promoview: Neste ano, uma das principais tendências para o live marketing é o uso de novas tecnologias em ativações. Como você vê a inserção dessas ferramentas nas ações de live marketing?

Elaine Moro: Acho que esta parceria é muito válida, fazendo da tecnologia uma grande aliada do live marketing, já que grande ideia, quase sempre, vem acompanhada de uma tecnologia inovadora.

Promoview: Em que outras tendências para o mercado promo você aposta em 2015?

Elaine Moro: A criatividade sempre foi o nosso maior aliado, e, para este ano de 2015, não será diferente. A tendência é pensar diferente.

Promoview: Recentemente, a Gazeta do Povo criticou uma ação de live marketing realizada em Curitiba, por conta de um alegado “atraso de uma hora” no início da operação da atividade. Qual sua posição sobre esta crítica aberta do jornal? Prejudica os profissionais e agências, ou você entende que a gente tem que deixar por isso mesmo?

Elaine Moro: Primeiro não vejo isto como falha. A agência idealizadora do projeto sabia que o atraso não iria prejudicar o bom andamento da ação e que, em primeiro lugar, as pessoas precisam de segurança.

Acho que a Gazeta e seu editor foram infelizes de dar tanta ênfase para este ponto, deviam sim dar os parabéns ao diretor de marketing, que acreditou e aprovou uma ativação inovadora, escolhendo Curitiba, para ser palco desta ação.

Não acho que isto tenha prejudicado os profissionais e as agências, pois eles sabiam muito bem o que estavam fazendo. Só esperamos que, na próxima matéria, a Gazeta do Povo se informe mais e reconheça que quem sabe faz ao vivo. Isto é live marketing.

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