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Antes de consumidores, pessoas!

Por: Assessoria 21 de Agosto de 2017

Por George Mavridis

Há algum tempo escrevo sobre marketing de performance, geração de leads, engajamento, conversão e tudo relacionado à busca por conversão. É notório que os departamentos de marketing são cada vez mais pressionados a trazer esse resultado. Natural que seja esperado apoio e impulso vindo da área, mas a venda propriamente dita não seria responsabilidade do comercial? 

Atualmente, observamos inúmeros profissionais frustrados, contabilizando o registro de 30% de todos os CMOs nos EUA sendo substituídos de seus cargos por pessoas do mercado. Claramente existe algum tipo de distorção nas funções e obrigações da área de marketing.

Com certeza as áreas de marketing podem e devem ajudar no processo de vendas, porém, além de focar na geração e conversão de leads, é necessário que não sejam esquecidos o branding e o live marketing, que permitem tangibilizar o mundo digital, tramitando entre diversas cadeiras da comunicação.Mesmo com a evolução das plataformas digitais e da consolidação do e-commerce como forte plataforma de vendas, as marcas deveriam procurar entregar uma experiência diferenciada ao consumidor,buscando garantir o “shareofmind” para depois melhorar o “shareof wallet”.

Sendo assim, um bom caminho talvez seja dentro da nova postura dos consumidores muito influenciados pelo jeito de ser e pensar dos Millenialls; pessoas antes de consumidores.

Na essência da construção da marca,o desejo é criar “brandawareness”, afinal fica cada vez mais claro que tratar o consumidor com o maior respeito possível é a chave para o sucesso.É preciso mudar o foco!

Temos tradicionalmente um olhar para o mercado com foco B2B e B2C, e o que devemos criar agora é o H2H(humantohuman), isto é, uma comunicação mais humanizada, adequada aos diferentes grupos de indivíduos sem necessariamente vê-los como consumidores mas sim primeiramente como pessoas.

É nesse momento que ter um próprio datamining pode fazer a diferença para ferramentas digitais e principalmente empresas, afinal de contas o objetivo é conhecer profundamente o consumidor, possibilitando a definição dos clusters e, por consequência,a precisão na forma de se comunicar.

Os criativos, redatores, designers etc precisam começar a pensar em como tratar a informação recebida de forma clara, precisa e honesta. As campanhas, muitas vezes, são questionadas. O uso do consumidor no lugar de atores é cada vez mais desejado. A escolha de pessoas comuns para os papéis geram credibilidade e muitas vezes valem mais que a excelência das peças. 
 

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