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O esporte além das medalhas

Por: Abner Bezerra. 30 de Julho de 2021

A Olimpíada mais diferente da história finalmente chegou. Com um ano de atraso, é verdade. Com diversas adaptações, fato. E muitas restrições, infelizmente.

Do ponto de vista do marketing e comunicação, existem alguns pontos a considerar. Mesmo sem a presença de público nos locais da competição, a Olimpíada é um evento majoritariamente midiático. 

Força da sua essência global. Naturalmente, grandes marcas investem em campanhas digitais, parcerias de conteúdo com atletas e influenciadores. Nada de muito novo nesse horizonte, a não ser a cada vez maior penetração no público jovem.

Talvez o ponto mais importante a tratar não seja como chegar a esse jovem, mas como ser ouvido, ou melhor, entendido por ele.

Tandara, do vôlei, embaixadora da Liga Nescau (Foto: Divulgação).

O esporte, a Olimpíada, são meios poderosos. Mas, como imortalizou o barão Pierre de Coubertin há mais de um século, não se trata apenas de ganhar, mas de fazer parte. Trazendo para uma palavra tão em moda e tão importante atualmente, trata-se de incluir.

A essa altura você pode estar se perguntando, que raios isso tem a ver com marketing e marcas? Tudo.

O marketing de propósito é uma onda relativamente nova entre as marcas globais. Basicamente, é mais que vender o produto. É gerar e ofertar valor. É se conectar com o público-alvo compartilhando interesses e atendendo necessidades. Em uma palavra, é apoiar uma causa.

A Liga Nescau é um case de sucesso nessa iniciativa relacionada a marketing de conteúdo. Sua causa é levar valores do esporte a meninos e meninas, sabendo que eles replicarão junto a outros colegas e em casa.

Coragem, solidariedade, espírito de grupo, iniciativa, resiliência, entre outros valores do esporte ajudam a moldar um caráter social fortalecido, solidário e saudável.

A régua mais importante para afirmar que a Liga Nescau é um case está no engajamento. Entre 2017 e 2018, a competição cresceu de cinco para 15 modalidades, sendo seis opções de paradesporto. 

O número de participantes subiu de cinco para mais de oito mil estudantes da rede pública, privada, ONGs e associações, clubes e demais instituições. Em 2019, foram 19 esportes e mais de 13 mil estudantes.

Aí veio a pandemia. As escolas fecharam e as crianças e jovens ficaram em casa. Dá para imaginar o tamanho do desafio de seguir em frente quando a base do seu evento, o encontro para competir, é vedado. 

A solução foi transformar a Liga Nescau no primeiro campeonato poliesportivo estudantil a migrar 100% para o digital. O que parecia uma tragédia para o nosso evento se transformou em oportunidade. Sem fronteiras físicas, levamos esporte, diversão e entretenimento para famílias em 71 cidades – sendo 23 capitais – de todos os estados brasileiros.

Deu tão certo que a proposta é migrar para um sistema misto quando tudo isso passar.

Saber adaptar-se é outra qualidade ensinada pelo esporte. Havíamos programado uma agenda intensa de ações e promoções ligadas a Tóquio/2020. Doeu engavetar boas ideias. Felizmente, outras surgiram. E algumas nascem justamente do fato de um evento como a Liga Nescau ir além do marketing de produto.

Como nosso propósito é inspirar crianças por meio do esporte, faz todo sentido contar com atletas no processo. São os famosos espelhos para as futuras gerações. 

Para isso, criamos os embaixadores da Liga Nescau. Grandes nomes do esporte aceitaram a parceria e nos ajudam a levar cada vez mais crianças e jovens a praticar atividade física. Por conta disso, podemos dizer que a Liga Nescau está na Olimpíada.

Tandara, do vôlei, Flavinha Saraiva, da ginástica artística, e Etiene Medeiros, da natação, são os embaixadores da Liga Nescau em Tóquio. 

Se no esporte estudantil o mais importante é aprender a se desenvolver, no alto rendimento nós queremos é ganhar. Por isso, nossa torcida é 100% Brasil e 1.000% para nossas embaixadoras. 

Até porque, quando retornarem do Japão cobertas de glória, com medalha ou não, serão uma fonte ainda maior de inspiração e exemplo para nossas crianças e jovens.

Tags: artigo | esportes | abner-bezerra