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Futebol feminino estreia nas Olimpíadas com goleada

Por: Redação.. 21 de Julho de 2021

Pia Sundhage repete com frequência: é importante todas estarem na mesma página. Assim foi o começo da participação do Brasil nos Jogos Olímpicos

A goleada de 5x0 diante da China mostrou que um trabalho em conjunto traz mais frutos do que somente com individualidades. Ponto, aliás, também ressaltado por Marta na zona mista depois da estreia. Mas o trabalho apresentado nesta quarta-feira não se resume a um fator apenas. São alguns pontos.

O primeiro e mais evidente tem relação direta com o Brasileiro feminino. No total, são 9 jogadoras que vinham jogando na disputa nacional - Formiga foi contratada pelo São Paulo, mas ainda não atuou nesta edição da competição. 

Seleção Brasileira Feminina em festa com a goleada sobre a China (Foto: Sam Robles/CBF).

Do time titular em campo nesta quarta, foram sete. O nível técnico em que a disputa alcançou evidencia o crescimento também da Seleção. Líder de assistências e goleadora da competição, Bia Zaneratto chegou em alto nível físico e técnico a Tóquio, e, diante das chinesas, foi determinante para a goleada. 

Chegou no ataque à frente das marcadoras, supriu as companheiras no setor ofensivo e ainda marcou o seu gol. Se estivesse em um torneio deficitário, o Brasil perderia ali uma grande peça de sua engrenagem.

A confiança que Pia passa às jogadoras é outro fator. A todo momento elas comentam sobre como a técnica sabe evidenciar o melhor em cada uma. 

Assim salientou Debinha na coletiva depois da partida de estreia. Mas já haviam falado outras. Ludmila comentou em uma entrevista recente que precisava melhorar a finalização, mas que as conversas com a treinadora davam tranquilidade para que ela corresse atrás disso. Acreditar. A técnica sueca faz isso. Cobra muito, mas entende que dar o suporte também é essencial.

Agora, a missão fica um pouco mais difícil. Se a Holanda teve problemas defensivos contra a fraca Zâmbia ao sofrer três gols, marcou 10 e provou o que já se sabia: Tem um setor ofensivo muito perigoso. E mora aí a orientação que Pia terá que conduzir para o segundo jogo, sábado, às 8h (de Brasília). 

Como ela sempre salienta, quer um time por 90 minutos e não por 35. Uma lição que deve ser reforçada para que a Seleção não dependa da sorte diante de bolas na trave, como hoje ocorreu diante da China. 

Aposentar de vez o famoso popcorn time é a missão diante das comandadas de Sarina Wiegman para que Miedema, Martens e companhia sejam apenas coadjuvantes e não mais protagonistas. 

Tags: futebol-feminino | olimpiadas | selecao-brasileira