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Heineken inova com ativação envolvendo arte contemporânea

Por: Antonio Cervi. 6 de Janeiro de 2022

A vocação cultural de São Paulo consegue transpor os limites dos espaços físicos. Fora de museus, galerias e centros culturais, a capital paulista é famosa não só por movimentar a cena artística, mas ainda por incorporar arte também no cotidiano de quem atravessa a cidade – o que faz com que o público se torne um agente relevante.

Com base nesse contexto, arte_passagem convida o público a conhecer e experimentar obras de grandes artistas da cena contemporânea, com intervenções e performances gratuitas, unindo arte à paisagem e aos espaços.  

Esta ativação de marca fora do convencional faz parte da plataforma de brand experience Green your City da Heineken que propõe uma variedade de iniciativas com o viés sustentável para a vida noturna, cena cultural e a ressignificação de espaços urbanos.

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O nome do projeto arte_passagem não foi escolhido sem razão, mas sim por um desejo de impactar o maior fluxo de olhares em um ambiente fora do eixo cultural, onde ocorre a vida diária, que inclui bombonieres, salões de beleza, oficinas e demais comércios. No meio das vitrines, reunidas em uma chamada "galeria comercial", o espaço se torna ideal para a união de arte e paisagem. 

"A ideia é que os projetos sejam conceitualizados e lidos em relação ao contexto onde estão inseridos, e vistos pelos transeuntes da cidade, no fluxo de suas passagens", detalha o idealizador e artista Ilê Sartuzi.

Edifício Eiffel

O local selecionado pelos idealizadores Ilê Sartuzi, Matheus Chiaratti, Pedro Zylbersztajn e o curador João Paulo Quintella para receber o projeto foi o famoso prédio desenhado por Oscar Niemeyer nos anos 50, o Edifício Eiffel, que fica no centro de São Paulo.

A ocupação tem como foco principal democratizar o acesso à arte através de uma mostra pública e gratuita em uma localidade central da metrópole, que é também um cartão postal para os fãs da arquitetura modernista.

O público que percorre diariamente a Praça da República fica surpreso com o formato inovador do prédio e trazendo um outro significado ao espaço, o arte_passagem reforça sua vocação de incentivar a (con)vivência do edifício histórico. 

A exposição mostra ao público um recorte da obra de Leonilson, um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira, fazendo uma conexão com Rafael RG, artista emergente de grande relevância na cena artística atual, que exibe uma obra inovadora e comissionada.

Fazendo um contraste com um conjunto de cinco adesivos de Leonilson exibidos ao redor da galeria-vitrine, um piano no centro do local materializa a pesquisa Vox Noturna, feita por RG e mostrada pela primeira vez na SP-Arte. 

Adesivo de Leonilson, uma das obras da segunda intervenção do arte_passagem. Imagem: Divulgação

O novo capítulo do projeto do artista, criado para o arte_passagem, se baseia em uma pesquisa sobre a presença de pessoas racializadas no mundo da música erudita, desde a pesquisa de compositores e intérpretes negros e negras até as conexões entre o movimento abolicionista brasileiro e a música lírica. Com isso em mente, o artista chama o público passante a assistir músicas sendo tocadas, em um tipo de ativação silenciosa de composições que foram silenciadas pela história hegemônica.

O costume de desenhar e fabricar adesivos começou nos anos 80, quando Leonilson os relacionava às suas exposições em lugares como as galerias Luisa Strina em São Paulo e Thomas Cohn, no Rio de Janeiro. Estes adesivos agem como um híbrido entre obra e documento histórico, que demonstram uma concepção do artista em divulgar e aumentar a circulação das suas obras.

Porém, os adesivos cumpriram uma função semi-privada durante a vida do artista cearense, com o acompanhando em seus diários e agendas, em que eram colados como memórias, e como pequenos brindes a pessoas próximas.

Canção de Cândido das Neves, conhecido como índio, presente na obra Fuga de Rafael RG. Foto: Divulgação

Baseado nesse contexto, o arte_passagem retoma a produção desses desenhos, apoiado pelo Projeto Leonilson e um pequeno texto de sua amiga e artista Leda Catunda, um dos grandes vultos da Geração 80.

Na intervenção, os adesivos são espalhados pela vitrine e pela cidade, aplicando esses adesivos-arte com os adesivos-comércio das redondezas.

Local da primeira intervenção do projeto, com obras de Ana Matheus Abbade, Agrippina R.Manhattan e Sonia Gomes, na galeria-vitrine do Edifício Eiffel. Foto: Ana Pigosso

 

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