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Eventos em Brasília criam ‘novo presencial’

Por: Redação com informações do G1. 26 de Setembro de 2020

Após seis meses de restrições em eventos por conta da pandemia do novo Coronavírus, surgem, em Brasília, soluções para o desafio de unir pessoas, com segurança, em tempos de distanciamento obrigatório. 

Entre as alternativas, o DF prepara um festival de cinema e oficinas que promovem um conceito de presença adaptado ao novo cenário.

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No fim de semana, um dos eventos mais populares de Brasília, o PicniK, ganhou outro formato. "Virou uma "ação", com oficinas presenciais e on-line, mas mantendo a essência de dar visibilidade para a economia criativa da Capital.", dizem os organizadores.

Outra proposta, que ocorre em outubro, promete transformar o lago do Parque da Cidade em um cinema ao ar livre, no Festival Flutua

Ao invés de poltronas, ou carros estacionados em um drive-in, o público estará em boias ancoradas na água, além de pedalinhos e botes.

Os "assentos", terão a forma de flamingos, unicórnios, patos e cisnes gigantes. Além de filmes, a programação inclui apresentações de música ao vivo no pôr-do-sol e teatro infantil.

A diretora e produtora do evento, Scarlett Rocha, conta que a inspiração surgiu a partir de festivais de música da Nova Zelândia e dos "cinemas flutuantes" que atraíram o público em países da Europa. "Já era uma ideia, então, vi que se estavam fazendo por lá e chegaria o momento em que nós também poderíamos fazer aqui.", aponta.

E como se deslocar durante um evento 'flutuante'?

Um cinema com boias ancoradas gera uma série de perguntas. Além de evitar aglomerações, os idealizadores tiveram que criar soluções para o deslocamento do público durante o evento. "As pessoas perguntam: Como ir ao banheiro? Como chegar na boia? ", diz Scarlett.

Ela mesma responde: "Ninguém vai precisar nadar". Serão 300 "flutuantes": pedalinhos, para duas pessoas, e botes, para duas ou quatro pessoas.

O público terá acesso, por ordem de chegada, em um píer, de onde serão "rebocados" até uma demarcação, que respeita o distanciamento. A regra é a mesma para todos os "flutuantes": Estarão ancorados, sem a possibilidade de serem deslocados pelo público. "Quem quiser ir ao banheiro, vai de caiaque.", explica a produtora.

Segundo os organizadores, a pipoca e outros comes e bebes devem ser adquiridos por um aplicativo, para evitar filas. Para a entrega, haverá um serviço diretamente no flutuante.

Lago 'adaptado'

Para que o evento aconteça, foi preciso adaptar o espaço. O lago do Parque da Cidade seria o ideal porque tem apenas até 1,5 metro de profundidade e um píer criado para pedalinhos, que estão desativados.

A produção do evento está reformando o espaço, por meio de parceria público-privada, sem custos ao governo. "Eu, que nasci na década de 90, sinto por não ter conhecido o espaço. Mas nós vamos revitalizar e esse vai ser um legado do evento. Depois que acabar, o espaço poderá ser usado novamente.", explica Scarlett Rocha.

O festival Flutua ocorre de 1º a 30 de outubro, com mais de 100 sessões de filmes, além de espetáculos de teatro infantil e música ao vivo inspirada na trilha sonora de filmes e bandas de jazz.

Os ingressos custam de R$ 70 a R$ 160, preço para duas, três ou quatro pessoas. As vendas estão abertas no site Furando Fila.

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