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Será que só nos resta ‘trollar’?

Por: Redação.. 29 de Janeiro de 2018

O que começou como uma brincadeira na internet, já está tomando rumos preocupantes. "Trollar" é um termo que não existe na Língua Portuguesa, é, na verdade, uma gíria criada por internautas, utilizada quando se quer falar de “zoação”, fazer brincadeiras ou perturbar alguém. Mas, embora ainda não esteja nos dicionários e seja um termo particularmente novo; trollar já é praticamente um verbo de nossa língua, devido à sua grande utilização.

Segundo o Jornal New York Time – no final da década de 80, um serviço de debates chamado Usenet resolveu fazer uma espécie de brincadeira em que alguns usuários veteranos começaram a perturbar as discussões, lançando argumentos sem sentido, estúpidos, sem nada que poderia acrescentar ao assunto. Essa ação ficou conhecida como trolling for newbies.

Na verdade, trollar é um tipo de pegadinha em que podemos dizer literalmente que seu intuito é sempre procurar uma forma de criar polêmica, por intermédio dos meios de comunicação como a internet. Consiste em tirar sarro de pessoas em grupos de discussão, falar mal de vídeos e postagens de outros internautas, fazendo, com isso, que os grupos fiquem mais movimentados, e seus moderadores e autores se sintam muito irritados.

Os trolls são criaturas do folclore escandinavo podendo ser monstros gigantes e horrendos ou pequenos goblins que podem tomar diversas formas. Alguns são muito agressivos e outros possuem certa falta de inteligência. Sendo assim, troll são aqueles monstros que conseguem acabar com todas as discussões pacíficas em fóruns de internet, tornando-as engraçadas para alguns de seus participantes e perturbadoras para quem as cria.

No entanto, deve-se tomar muito cuidado quando se está trollando alguém para que a brincadeira não seja caracterizada como cyberbullying. Se os seus comentários são ofensivos, cheios de xingamentos e palavras contra as pessoas, você não é considerado um trollador, e, sim, um criminoso virtual. A internet, como todos sabem, é o reino do comentário livre, o império da perspectiva pessoal, uma classe de tirania da “opinocracia”.

Graças a fóruns, blogs, e, mais recentemente, as redes sociais, qualquer um pode expressar seu incômodo, raiva, superioridade, arrogância, gratidão, frustração… enfim, qualquer que seja o seu desejo na hora de publicar um comentário ou um post. O problema, é que o que era para ser uma simples zoação entre amigos está tomando rumos além dos considerados apenas uma ‘brincadeira inocente’.

A impressão que se tem é que os trolls querem mais é ver o circo pegar fogo. Eles sempre serão contra tudo o que para a maioria seria o correto, e, muitas vezes, acabam propaganda notícias falsas, tendo em vista que se escondem, quase sempre, atrás de perfis falsos, ou seja, 'falo o que penso mas não digo quem sou'.

Pesquisadores canadenses realizaram uma série de testes para examinar o chamado fenômeno da “trollagem” na internet. Para efeitos práticos, o estudo partiu da definição de “trollagem internética” como “A prática de se comportar de uma maneira enganosa, destrutiva ou prejudicial em um meio social da internet.” Com isto, escolheram alguns voluntários com um perfil definido (por exemplo, que passaram uma boa quantidade de seu tempo na internet, ou que se acostumaram a deixar um comentário em sites como YouTube) e pediram que se portassem como trolls, ao mesmo tempo em que os pesquisadores observavam seu comportamento.

De acordo com esta pesquisa, o troll padrão é uma pessoa que pode incorrer em narcisismo, maquiavelismo, psicopatia e sadismo, um quarteto caracterizado pela manipulação dos outros, o excesso de amor próprio, o prazer ante o sofrimento dos demais, e, em suma, a busca de uma sensação de superioridade ante qualquer um.

Por outro lado, estas quatro caracterizações são conhecidas na psicologia contemporânea como a “Tétrade Obscura”, por essas mesmas razões e porque, em última instância, se trata de um comportamento autodestrutivo que levam estas pessoas à desgraça e ao sofrimento.

Diante da preocupação das gigantes da internet, como Google, Facebook em acabar com as fake news, é importante ficarmos de olho nos trolls. Não estamos aqui generalizando, mas, com as possibilidades que existem de se criar perfis falsos, a tendência é que aumente cada vez mais o número de trolladores, e, com a força que eles estão ganhando nas redes sociais, podem colocar uma marca no céu ou no inferno em questões de segundos, influenciarem eleições políticas, definir ganhadores de um reality show, mesmo que não assistam a ele, entre outras coisas ruins.

Infelizmente, a missão principal do troll é propagar a discórdia. Portanto, quem é do ramo da comunicação tem a obrigação de ficar atento a comentários feitos por eles, e, em contrapartida, priorizar, cada vez mais, os conteúdos que sejam realmente relevantes e benéficos para a sociedade. Zoar com um amigo é sempre divertido, porém, tudo tem limite, e, é preciso muito cuidado na hora da zoação.

Assédio no Mundo dos Games

A Wonder Women Tech realizou uma campanha onde convida youtubers e gamers homens para jogar partidas on-line usando nicknames de mulheres. O resultado? Quando utilizaram nomes femininos, foram assediados e  tiveram respostas como “Eu que fiz aquilo para ela ganhar”, “Você só é boa para sexo” e “Você é uma menina, meninas não podem falar”. O experimento está registrado na campanha “#MyGameMyName”, que conta com a participação de youtubers Fe Batista, Davy Jones e representantes do Canal Pipocando.

Em partidas on-line, é muito comum que meninas utilizem nomes masculinos para não serem menosprezadas ou atacadas on-line. A tag que dá nome à campanha é parte de um movimento que defende o direito de utilizarem seus próprios nomes sem serem assediadas ou reprimidas. Confira detalhes no vídeo abaixo:

 

 

 

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