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Podcast: A Vivacidade da Voz que Leva Conteúdo e Humanização

Por: Andréa Nakane 30 de Janeiro de 2020

A tecnologia está aí para provar o que há décadas atrás Marshall McLuhan preconizou e chegou até a ser taxado de desiquilibrado.

As sentenças  “ os meios de comunicação são extensões do homem.” e “ o meio é a mensagem.” são exemplos impactantes desse estudioso visionário canadense, que nos deixou um legado vital para compreender questões, que na atualidade estamos nos deparando e batendo a cabeça.

Frente ao que chamamos de cultura da visibilidade, na qual pessoas físicas e jurídicas estão em constante movimento buscando se destacar na multidão, sobretudo das plataformas digitais, há um meio que vem despertando a cada dia, mais interesse e ganhando espaço nas estratégias corporativas e comunicacionais. É o podcast.

Alguns o consideram uma nova mídia, mas os pesquisadores mais clássicos, rebatem a esse pensamento, identificando que seu início já é mais maduro. O seu próprio batismo vem da junção de IPOD com Broadcast... e só para falar do IPOD, este completou 18 anos em 2019.

O podcast pode ser conceituado como um arquivo de áudio de vários formatos que é transferido via feed, ou seja, por meio da internet, em um site, em um aplicativo ou plataforma específica, é possível acessá-lo, na maioria das vezes gratuitamente.

E mais uma vez, o consumidor é que tem total poder em sua interação, já que armazenado permite ser acessado quando sua melhor conveniência, em horário, dia e local diversos e singulares, que atendam a demanda do seu interlocutor.

“A pós modernidade e as dinâmicas do mercado globalizado fizeram surgir a figura de um novo consumidor, rigoroso em sua subjetividade, por vezes egocêntrico, amante das individualidades. O segmento em tempos de cultura digital parece não comportar as demandas desse  novo sujeito, que nem de longe se assemelha ao consumidor de  massas de poucas décadas atrás, carente de novos nichos e de conteúdos que falassem minimamente com e sobre cada índivíduo.” declara o professor doutor Eduardo Almeida, do Centro Universitário das Américas, a FAM, que tem diversos trabalhos de pesquisas sobre podcasts.

Assim como o rádio, o podcast não gera exclusividade dirigida em sua audiência, ou seja, é possível ouví-lo ao mesmo tempo que exerce outras atividades. Não demandando exclusividade de imersão, como outros meios.

Os podcasts podem ser temáticos, o que facilita muito o despertar do interesse de seu público. Ele pode narrar uma história única, estimular debates ou apresentar crônicas dos mais diferentes assuntos em voga.

Muitos acreditam que basta gravar um áudio e pronto... um podcast já está formatado. A simplicidade é tônica característica, mas não pode ser confundida com algo pouco profissional. Para uma melhor performance, é necessário investir em um roteiro, em uma produção meticulosa, com pesquisa e fundamentações que colaborem na disseminação de informações verídicas e úteis.

O podcast também permite o exercício da cultura do ouvir, tão crucial na retomada da harmonia das relações.

A voz é um componente que possibilita, também, uma maior vivacidade, demonstrando uma maior humanização, pois é um instrumento que possibilita a presença mais eloquente do outro... muito mais que as palavras e as imagens.

Em mundo onde a tecnologia, apesar de nos aproximar, tem nos distanciado como elementos humanos, evocando uma linguagem com ênfase na sensibilidade imagética, o podcast surge como uma nova possibilidade comunicacional, orientando uma maior percepção real do outro.

E todos nós sabemos, no fundo das nossas convicções e emoções, que quando a gente escuta genuinamente o outro, estamos sinalizando que há total intenção de permitir um diálogo respeitoso e empático.

Então... vamos atacar de mais podcasts... a humanidade precisa e muito!!!

 

 

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