Canal
Digital

Facebook terá novas regras contra nacionalismo e ódio

Por: Com informações do AdAge. 13 de Julho de 2020

O Facebook anunciou a adoção de regras mais rígidas contra os discursos de nacionalismo branco em sua plataforma e prometeu nomear um executivo com experiência em direitos civis como parte das soluções para enfrentar as críticas e torno de suas políticas de filtragem de conteúdo, que motivaram um boicote de mais de mil anunciantes nos Estados Unidos nesse mês.

Na quinta-feira, 9, a rede social apresentou um novo plano de ação baseado das 10 demandas trazidas pelas organizações de direitos civis que lideram o movimento #StopHateForProfit

Confira as últimas novidades sobre digital e tecnologia aqui.

Leia também: Facebook perde US$ 74,6 bilhões com boicote de anunciantes.

O plano foi enviado, primeiramente, a anunciantes do Facebook e posteriormente divulgado de forma on-line.

Entre as propostas da rede social, uma promete menos tolerância aos conteúdos que incitam um nacionalismo branco. No dia anterior, uma reportagem do BuzzFeed nos Estados Unidos havia mostrado que o Facebook divulgava anúncios que promoviam ideias de nacionalismo branco nos Estados Unidos. 

No documento enviado aos anunciantes, obtido pelo Advertising Age, a rede social diz que está implementando mudanças em suas políticas de conteúdo, incluindo uma regra expandida que bane elogios, apoio e representação de nacionalismo e separatismo branco, além de novas regras para proibir conteúdos que encorajam ou incitem o assédio.

No post em seu blog oficial, a companhia não fez referência direta ao combate ao nacionalismo branco, mas mencionou que está indo além para banir alguns tipos de discursos que incitem a divisão e o ódio.

Essa divulgação das novas políticas de conteúdo são uma clara resposta ao recente boicote promovido por anunciantes de todos os portes, com o intuito de pressionar a rede social a adotar medidas menos tolerantes aos discursos de ódios e a conteúdos nocivos na plataforma. 

Diversas empresas, incluindo Unilever, Coca-Cola, PepsiCo, Starbucks, Pfyzer, participam do movimento.

Uma das dez demandas das organizações que encabeçam o #StopHateForProfit é que o Facebook contrate um executivo com experiência em assuntos relacionados aos direitos civis. Na quinta-feira, a companhia divulgou um plano de recrutamento de um novo líder que tenha esse background.

Tags: Facebook | Redes Sociais | racismo | discriminação | combate ao racismo | racismo no Facebook