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Thriller húngaro Jupiter's Moon leva ação ao Festival de Cannes

Por: Omelete Uol 22 de Maio de 2017

Com sequências de perseguição de carro capazes de matar Vin Diesel e seus Velozes e Furiosos de inveja, o thriller fantástico Jupiter's Moon, uma das maiores apostas comerciais do circuito europeu entre os concorrentes à Palma de Ouro de 2017, mostrou a Cannes que a Hungria também é capaz de produzir espetáculos audiovisuais carregados de adrenalina.

Isso porque o país responsável por cults como O Filho de Saul e Cavalo de Turim é mais conhecido por narrativas transgressoras mais contemplativas do que o padrão pipoca. Mas há um sabor pop no novo (e mais maduro) longa-metragem de Kornél Mundruczó (de Delta), que parece até um filme de super-herói, por ter um personagem voador.

Misto de fantasia, suspense e denúncia polítitica, Jupiter's Moon acompanha a ciranda de perigos em que o refugiado Aryaan (Zsombor Jéger) se envolve após ser baleado gravemente e descobrir que pode não apenas renegenerar suas feridas como pode flutuar.

Um médico alcoólatra e decadente, incumbudo de cuidar de imigrantes ilegais, o dr. Stern (Merab Ninidze, na melhor atuação masculina de Cannes até agora), tentará tirar proveito dos dons do rapaz, seu paciente. Mas, aos poucos, os dois vão travar uma amizade cerzida a desabafos que expõem as feridas abertas do Velho Mundo.

Antes de Jupiter's Moon, Cannes viveu uma hora e meia de decepção com o novo filme da aclamada diretora Claire Denis, Un Beau Soleil Intérieur, baseado na filosofia de Roland Barthes e seu Fragmentos de um Discurso Amoroso. Juliette Binoche tenta fazer graça ao explorar o lado patético de sua personagem - uma artista plástica infeliz em suas relações com homens de idades e classes sociais distintas - mas não vai além da caricatura. É Gérard Depardieu quem salva o longa, surgindo só nos dez minutos finais, como um vidente picareta

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