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Terceira edição de encontro do Grupo Abril reúne líderes e gestores

Por: Redação 9 de Junho de 2017

O fórum "A Revolução do Novo", realizado nesta segunda, 5, pelas marcas VEJA e EXAME, do Grupo Abril, em parceria com a Coca-Cola Brasil, reuniu em sua terceira edição gestores e líderes de destaque no mercado brasileiro para examinar a transformação do mundo por meio das inovações tecnológicas.

Na abertura, Walter Longo, presidente do Grupo Abril, destacou que o universo digital traz infinitas possibilidades, mas alguns desafios muito relevantes.“Vamos falar aqui sobre um tema que temos discutido, que é exatamente o Trilema Digital.

Quem assistiu à série Black Mirror vê nela críticas mordazes à era digital e ao seu impacto na sociedade”, disse Longo. “Meu objetivo aqui não é criticar, mas dizer que precisamos estar alertas sobre alguns desafios que estão à nossa frente”, completou. Ele cita três grandes tendências que estão preocupando cientistas sociais e tirando o sono de empresários e executivos: a exteligência, o tribalismo e o compartilhamento.

O conhecimento não precisa mais ser armazenado no cérebro, observa Longo, uma vez que basta um toque no smartphone para se ter acesso a um mundo de informações. “O problema é que, se tudo o que eu tiver de guardar, eu fizer em outro lugar que não o meu cérebro, os neurônios não se conectam e não fazem sinapses. Não há geração de insights”, afirma Longo.

O segundo tema preocupante desse trilema digital é o tribalismo que, segundo ele, motiva as pessoas a só lerem o que querem, ouvirem o que gostam e assistirem ao que desejam. “Se entro no Spotify e peço para ouvir pagode, para o resto da vida sempre vão sugerir pagode”, disse. Na visão dele, estamos assistindo ao fim do contraditório e à perda da opinião. “E isso traz como consequência pessoas cada vez mais sectárias”, disse.

A terceira característica que Longo apresentou dentro do Trilema Digital é o compartilhamento. Ele afirma que é preciso avaliar o impacto econômico dessa tendência de consumir menos e compartilhar mais. “Menos carros particulares e mais carros compartilhados, menos hotéis e mais casas compartilhadas, menos escritórios e mais espaços de coworking. Essa é uma tendência sem volta, mas que traz o risco de criar a desaceleração da espiral econômica. Vamos ter aí na frente um desafio”, disse Longo.
Luís Roberto Barroso

O evento seguiu com a apresentação "O impacto, a evolução e o futuro dos valores éticos no mundo contemporâneo", do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso. “É impossível não sentir vergonha pelo que acontece no Brasil”, disse ele sobre a corrupção no país. “Ela se tornou um modo de vida. As pessoas se surpreendem com o que, de certa forma, sempre souberam”, afirmou. Barroso acredita, no entanto, na possibilidade de um novo começo, apesar do custo moral e econômico para o país. “A história avança para o bem. A busca da felicidade, o respeito ao próximo e a justiça são os valores de ontem e continuam a ser os valores do futuro”, disse.

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