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Personagem de quadrinhos pressiona governo porto-riquenho

Por: Redação 5 de Maio de 2016

Esta é mais uma ação que o leitor certamente vai ver concorrendo em Cannes. Segundo a Comissão para Segurança de Trânsito de Porto Rico, 7 em cada 10 pessoas admitem usar o celular regularmente enquanto dirigem.

Esta prática, a segunda maior causa local de acidentes de trânsito, resultou em mais de 50 mil acidentes por ano na ilha.

Pensando nisso e na oportunidade de faturar um Leão em Cannes, a McCann San Juan decidiu recorrer a Pepito, um querido personagem de quadrinhos publicado há mais de uma década no jornal Primera Hora, para gerar visibilidade sobre o tema.
O famoso personagem Pepito ficou em coma, do qual só se recupereu depois da aprovação de lei mais rígida para motoristas que usam o celular enquanto dirigem.

Para alcançar o resultado, e a mídia expontânea que vai tentar convencer os jurados de Cannes, a agência colaborou com os idealizadores de Pepito para a criação de uma série de histórias nas quais Pepito escrevia uma carta à Câmara de Representantes pedindo leis mais rígidas contra o text & drive. Enquanto Pepito cruzava a rua para entregar a carta, ele foi atropelado por um motorista imprudente.

Durante uma semana os quadrinhos continuaram sendo publicados, destacando o fato de a carta de Pepito nunca ter chegado a seu destino. Passada mais uma semana, e com Pepito em estado de coma, o Primera Hora publicou a carta original escrita pelo personagem, com instruções aos leitores sobre como enviá-la a Jaime Perelló, Presidente da Câmara de Representantes.

Pedia-se aos leitores que enviassem a carta ao representante governamental, do contrário Pepito não despertaría do coma. A campanha foi publicada tanto nas tirinhas impressas quanto na página de Pepito no Facebook.

As noticias geradas pelo incidente com Pepito também pautaram as páginas editoriais do jornal Primera Hora, tanto na sua versão impressa quanto digital.

Graças às cartas enviadas pela população, a Câmara de Representantes votou a resolução de mudar a lei existente e aumentar de US$ 50 para US$ 250 a multa a quem utilizar o celular na direção. Além disso, 10% do montante arrecadado com a alteração da lei passou a ser destinado à criação de novas campanhas educativas sobre o problema.

Agora resta esperar Junho e ver o resultado que a ação no mar do Caribe vai causar lá do outro lado, no Mediterrâneo.

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