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Crise econômica pode prejudicar as cerimônias das Olimpíadas?

Por: Antonia Goularte/Redação Promoview. 5 de Outubro de 2015

Em 2014, quando da realização da Copa do Mundo no Brasil, crise econômica era algo que nem se cogitava no País, se não para todos, uma boa parte da população brasileira estava vivendo um bom momento.

Mas, não é isso que se vê agora, em 2015, e, infelizmente, para 2016, as previsões são de “dias piores”.

Pois é, mas é em 2016 que acontecem os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, que não se pode negar trata-se de um megaevento que favorece alguns segmentos, como hotelaria, bares e restaurantes, e, principalmente, as agências especializadas em ativações de marca.

O primeiro impacto deverá ser sentido nas cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas de 16.

“Não faz sentido torrar dinheiro num País que não tem nem saneamento. Vamos apostar em bom conceito, no bom gosto sem esbanjar.”, declarou à Reuters o cineasta Fernando Meirelles que faz parte da equipe de idealizadores dos eventos, junto com os diretores Andrucha Wadington e Daniela Thomaz; da carnavalesca Rosa Magalhães; e do produtor Abel Gomes.

“Num momento de baixa-estima dos brasileiros, vamos fazer uma festa para mostrar o que o Brasil tem de bom e as boas qualidades do brasileiro, que em momentos difíceis não são percebidas.”, acrescentou Daniela Thomaz.

Os detalhes das cerimônias no Estádio do Maracanã e o orçamento não foram revelados, mas algumas pistas foram dadas.

Segundo Daniela, é "Impossível não ter clichês nas cerimônias. Acho que falar de Brasil é falar de irreverência, alegria, bom humor. O clichê é a maneira que você usa para comunicar as coisas e atingir as pessoas. É o mundo que está nos assistindo.”

Entre os grandes desafios apontados por eles estão o orçamento apertado e as limitações físicas do Maracanã.

Apesar de o custo das festas não ter sido revelado, o diretor de cerimônias do Comitê Rio 2016, Leonardo Caetano, disse que "Será bem menos do que se gastou em Londres (2012) e em Pequim (2008)”.

Evento de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

Marcas em Ação

Na contramão da ‘contenção de verbas’ para as cerimônias oficiais dos Jogos Olímpicos Rio 16, estão as marcas patrocinadoras que certamente não irão fazer economia no momento da ativação.

Recentemente tivemos o Rock in Rio, e, ficou bem claro que não houve, por parte da maioria das marcas patrocinadoras do evento, nenhuma preocupação com a crise econômica, até porque em épocas de crise, é preciso ter criatividade e ousadia para sair dela.

Nos Jogos Olímpicos não deverá ser diferente.

Ao longo dos anos, poucos encararam esse evento como algo sério, e, quando se falava de apoio ao esporte, salvo raras exceções investiam nas equipes ou nos atletas que disputavam modalidades individuais.

Os mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicas já estão atuando em diversas ativações dos Jogos Rio-16.

Mas agora, as empresas da iniciativa privada de todos os portes querem entrar nesse evento, e, o mais importante,  ficar.

Nos Jogos Olímpicos de Londres já foi possível identificar ativações que encararam o esporte como estratégia, como a da Sadia, que, após um profundo estudo sobre o tema, decidiu apoiar três confederações brasileiras: desportes aquáticos, ginástica olímpica e judô.

O projeto, que continua  após Londres, envolve a DPZ na parte publicitária, a Bullet como promocional e a Golden Goal como especializada em marketing esportivo.

“De modo geral, a situação ainda não é bem resolvida no Brasil. Estamos caminhando para construir relação de marcas mais duradouras com os atletas. E as agências começam a entender que não adianta patrocinar atletas, mas ativar.”, afirma Aldo Pini, head de planejamento da Bullet.

Entre os patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos Rio 16 temos: Bradesco, Correios, Embratel, Claro e Nissan. Já, mundialmente, tem-se Coca-Cola, Atos, Bridgestone, Down, GE, McDonald’s, Visa, Omega, Panasonic, P&G e Samsung.

Já os apoiadores são: Aliansce, Cisco, Estácio, Ey, Globo, Sadia, Batavo, Skol, TAM, TAM Viagens e 361º.

Não falta muito para o início dos Jogos Olímpicos Rio 16, e, para quem é fã do esporte, fica a torcida que a crise econômica que assola o País, não tire o brilho das ações de live marketing.

Perspectiva do Parque Olímpico no Rio de Janeiro.

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