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Bradesco e Visa lançam pulseira de pagamento 'wearable'

Por: Redação 16 de Junho de 2016

O Bradesco e a Visa lançaram nesta quinta-feira, 16, uma pulseira de pagamento wearable (que se pode vestir), conforme antecipou na quarta-feira, 15, o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. A nova tecnologia será testada no período que antecede os Jogos Olímpicos a partir de um projeto piloto com cerca de três mil pessoas. O investimento não foi divulgado.

A pulseira Bradesco Visa utilizará a tecnologia NFC (Near Field Communication) que possibilita pagamentos por aproximação. No Brasil, são cerca de 2,8 milhões de máquinas que transacionam cartão (POS, na sigla em inglês) e que já contam com a funcionalidade.

A Cielo, de Bradesco e Banco do Brasil, tem o maior parque de terminais NFC, com 1,7 milhão, todos habilitados. Já a Rede (ex-Redecard), de Itaú Unibanco, responde por cerca de 1 milhão das máquinas, conforme uma fonte. A GetNet, do Santander, conta com 100 mil terminais habilitados com tecnologia NFC e o plano é de expansão, segundo informou o banco ao Broadcast.

Durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, todos os 4 mil terminais de pagamento disponíveis nos parques aceitarão a pulseira wearable. O dispositivo está disponível somente no Brasil. No entanto, a Visa já desenvolve tecnologias de pagamento "de vestir". No final do ano passado, lançou, durante a London Fashion Week, um anel que utiliza tecnologia NFC.

"Até 2050, serão 50 bilhões de máquinas conectadas, incluindo a tecnologia wearable. Vivemos a 'internet das coisas'. O cartão de plástico não vai sumir, mas será desconstruído. As transações vão migrar para outras tecnologias", avaliou Percival Jatoba, vice-presidente de produtos da Visa Brasil, em coletiva de imprensa, nesta manhã.

Para efetuar o pagamento de uma compra com a pulseira de Bradesco e Visa, ambos patrocinadores dos Jogos Olímpicos, os usuários terão apenas de vesti-la e aproximá-la de um terminal NFC desde que a mesma já esteja ativada.

Compras abaixo de R$ 50,00 não necessitam de senha. A pulseira é resistente a suor e à água, inclusive, salgada, e é válida por um ano. Não será, porém, comercializada neste momento, mas disponibilizada a cerca de três mil pessoas que vão participar do projeto piloto que incluem clientes, atletas da delegação brasileira, etc.

A pulseira atua como um cartão pré-pago que pode ser recarregado via cartão de débito ou boleto. Os usuários podem acompanhar o histórico de suas transações por meio de um aplicativo, recargas, saldo da conta ou bloqueio do dispositivo em caso de perda ou roubo. Em termos de tecnologia, a pulseira e todos os pagamentos wearable são protegidos pelos mesmos termos e condições aplicáveis aos cartões pré-pagos.

"A pulseira traz inovação e em nada se difere de uma transação com cartão com chip", explicou Cesário Nakamuea, diretor da Bradesco Cartões

Tags: Jogos Olímpicos | Telefonia/Internet/Tecnologia