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Apesar da crise, marcas investem mais de R$ 10 mi em música

Por: Redação. 12 de Julho de 2016

 Lançar um disco inovador, organizar uma premiação e produzir shows não são tarefas fáceis. Mais do que isso,  nada baratas. Em um cenário de crise econômica, então, divulgar  trabalhos é uma tarefa hercúlea.

Uma saída dos artistas para conseguir visibilidade é por meio dos editais  das empresas privadas. Para 2016, organizações como a Telefônica Vivo e as companhias de cosméticos Natura e Nívea organizam seus recursos e divulgam o patrocínio voltados à  musica.

Nando Reis é uma das atrações do Nívea Viva Rock Brasil

Ao longo desse ano, a Vivo, agora integrada à GVT, apresenta a plataforma Vivo EnCena, amparada pelas leis federais e estaduais de incentivo.

"A música se aproxima do nosso perfil", explica Heloísa Genish, diretora de Gestão Responsável e Sustentável da marca. "As pessoas estão sempre ouvindo e compartilhando música nos celulares".

A preferência pela área é vantagem para a cena cultural baiana. Apesar da economia frágil, a empresa amplia seu patrocínio. Este ano, a Vivo aplica seus benefícios ficais, mais de R$ 5 milhões, em projetos como  o Rumpilezzinho, o Jazz Trio pela Bahia, o Festival Sangue Novo e o Prêmio Caymmi.

Quem também tem a música como carro-chefe é a Natura, com  o Natura Musical. No ano passado, ele comemorou seus dez anos, com mais de 18 mil inscrições nos editais, viabilizado pelas leis de incentivo nacional e estadual.

"A gente percebeu que estava  em um momento em que a indústria da música brasileira passava por grandes transformações", diz Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura.

São investidos cerca de R$ 5,8 milhões, e o projeto libera verbas para Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pará e Minas Gerais, além do  nacional. "A linha curatorial vai passar pelos mesmos critérios. Queremos apoiar projetos que tenham a música brasileira como elemento principal".

Em 2016, na Bahia, o Natura Musical traz os nomes selecionados no ano passado - o Acervo Ederaldo Gentil, o Afrobook, o músico Giovani Cidreira, o grupo I.F.Á Afrobeat e o experimento  de Tiganá Santana. Ainda no primeiro semestre, a Natura abre o edital para selecionar os trabalhos de 2017.

Escolhas

Na Nívea, a ideia é promover shows gratuitos para o público de diferentes cidades. "A gente está entrando no quinto ano do projeto", conta Tatiana Ponce, diretora de marketing.

"A gente não tem nenhum recurso de Lei Rouanet, é totalmente verba de marketing", diz Tatiana. "Investimos cada centavo e vemos a importância que é para o povo brasileiro".

Com a crise, o projeto Nívea Viva quase deixou de existir. "Não foi fácil colocar na agenda dos investimentos da empresa esse ano", revela. "É um projeto que tem o apoio profundo de toda a companhia, mas a gente precisava fazer escolhas muito sérias em um ano que você precisa de investimentos para uma série de questões em um contexto econômico complicado".

Homenageando o rock nacional, o evento leva Nando Reis, Os Paralamas do Sucesso, Paula Toller e Pitty para shows em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e São Paulo.

"Sempre procuramos fazer esse bem bolado. Esse ano, temos grandes nomes, mas estamos resgatando o rock brasileiro", diz Tatiana, que afirma que os trabalhos de novos artistas recebidos pela Nívea ficam arquivados pela empresa, podendo ser usados posteriormente.

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