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Como nós, que viemos e vamos


1 de Novembro de 2020 21:44

Há dias...

Ruins, cinzas e sem fim.

Mas há dias...

Bons, coloridos, que passam rápido.

Depende da gente usar os óculos certos para enxergar.

Quem usa os óculos do pessimismo extremo, aquele que surge como nome de pragmatismo necessário, como a ¨verdade nua e crua¨. Qual verdade? Enxerga sem luz.

E o outro, o do otimismo e energia de luz, que propugna reflexões sem omissões, mas que sempre vê o novo, o trabalho, a leitura, a ideia e a criatividade como saída. Vê o diverso em todos seus tons.

Esse não é o óculos negacionista, ufanista, ¨polianista¨, meio cego que vê unicórnios saltitantes. Esse é o da Galinha Pintadinha, bom para as crianças.

Tudo de bom deve ser ressaltado. Tudo de ruim, esquecido, depois de refletido.

Experiências ruins são lições, não são castigo. Mesmo porque não se castiga inocentes. Reflitam! São oportunidades travestidas de terror.

Coisas boas são luzes que iluminam possibilidades e caminhos.

O Evento Retomada, o Prêmio Live são luzes.

O aniversário, hoje, do meu filho Netinho e recente laurel que recebi do FIP, como seu Embaixador no Brasil, são luzes e sinais.

Pandemia, terremotos, tsunamis são eventos geológicos ou biológicos. Teorias de Conspiração pouco adiantam ante eles. São lições.

Duras, mas são.

Virão outros. Sempre vêm... E passarão, como todos passaram.

Estranha a necessidade de fazê-los algo novo, nunca ocorrido.

E o Terremoto de Lisboa, ocorrido em 1755 que redundou em terrível Tsunami?

Resultou na destruição de Lisboa. O sismo, que foi seguido de um maremoto e de múltiplos incêndios fez cerca de 10 mil mortos, ou mais, não tinha mídia na época. 

Foi um dos sismos mais mortíferos da história, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os sismólogos estimam que o sismo de 1755 atingiu magnitude entre 8,7 a 9 na escala de Richter. (Fonte: Wikipédia).

E as Pandemias que exigiram  isolamento e causaram milhares de mortos como:

· A da Gripe em 1580 que matou cerca de 10% da população, onde chegou;

· Gripe Russa, 1889 – 1,5 milhão de mortos.

· Gripe Espanhola, 1918 – 40 milhões de mortos.

· Gripe asiática, surgiu na China em 1957 de onde se alastrou em questão de meses para Austrália, índia, Europa, África e os Estados Unidos, atingindo todos os países em torno de 10 meses. A mortalidade desta pandemia variou de acordo com a área atingida, chegando a 80% em alguns locais.

· Coronavírus, surgiu em Wuhan, na China, em 2019 e se espalhando rapidamente pelo mundo. Embora tenha baixa letalidade (3 a 4%, em sua maioria idosos, pessoas com problemas respiratórios e baixa imunidade), sua virulência é bastante alta, infectando rapidamente muitas pessoas. Trouxe enormes prejuízos para a economia global, pois paralisou boa parte da indústria mundial e reordenou potências. (Fontes: Info Escola e Revista Galileu).

E não citei outras, provocadas pela Cólera e Varíola, por exemplo. Só gripes, que não são novas nem surpresas.

E por quê?

Porque quero que percebam que a do Corona não é a mais letal em relação a perdas humanas, mas sim a perdas econômicas e políticas, segundo historiadores e pesquisadores e teve uma cobertura midiática sem igual, frente às outras.

Sem nenhuma opinião, porque o que fiz foi coletar informações, proponho reflexões no sentido de percebermos que todas passaram e essa também passará.

Pedir que ajustemos nossos óculos para vermos saídas e caminhos.

Ressaltar que toda e qualquer vida é o que realmente importa e que é preciso seguir e trabalhar, respeitando todos os protocolos de saúde, SEMPRE, e não só frente a pandemias.

Elas vem e vão.

Iguais a nós.

 

 

Tags: artigo | Tony Coelho