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Não há vagas?!


12 de Fevereiro de 2020

Recente matéria na Revista Exame, que me foi enviada pelo amigo Mauro Cleber, de Belém, assinada pela jornalista Luísa Granato, dá conta do desaparecimento ou redução de vagas no mercado de trabalho para profissionais de marketing e trade.

Sob o título: Não há vagas, estas profissões e cargos estão em baixa no Brasil, ela, a jornalista, discorre, com base em pesquisa de quatro consultorias de recrutamento, sobre o quadro e a dificuldade de se encontrar oportunidades para certas profissões.

O que me chamou atenção, claro, foram as seguintes profissões:

Profissional de Marketing

O que faz: Trabalha com ações voltadas à prospecção de produtos, serviços e clientes.
Porque está em baixa: o mercado tem pedido por profissionais de marketing, mas que também exerçam funções de vendas, segundo a Produtive.

“Com o rápido e intenso avanço de novas tecnologias, profissionais como marketing digital, e-commerce e business intelligence estão em alta, enquanto profissionais especializados em canais de comunicação tradicionais estão perdendo espaço.”, explica Rebeca Mayan, gerente da divisão de Vendas e Marketing da Talenses.

Gerente de marketing em empresas B2C e B2B

O que faz: Planeja e gerencia as atividades relacionadas a marketing e comunicação.
Porque está em baixa: As empresas têm terceirizado algumas dessas atividades ou passando as atribuições para a área comercial, de acordo com a Stato.

Liderança em Compras

O que faz: Gestão de compradores.
Porque está em baixa: Hoje, essa função migrou para Supply Chain ou Manufatura. Segundo a Produtive, o máximo que o mercado pede é o especialista em Compras na posição de Comprador.

Gestão de Trade

O que faz: Cuida do produto nos pontos de venda e analisa os indicadores de saída dos produtos.
Porque está em baixa: O mercado ainda demanda a posição de especialista, segundo a Produtive, mas a gestão foi migrada para o head de Marketing.

Rafael Falcão, diretor da Hays, explica alguns dos motivos. “Não houve uma mudança dos cargos e profissões, mas uma readequação. O que exige, cada vez mais, conhecimento e especialização para atuar nas áreas, seguindo as tendências da tecnologia e digitalização.”

Segundo ele, “As profissões de Marketing foram afetadas principalmente pela migração das mídias tradicionais para as plataformas on-line. A função não desapareceu, mas passou por uma importante transformação.”

Bom, quanto a marketing, concordo em parte, mas ressalto que a juniorização e a sobreposição das áreas de Compras e Suprimentos, e hoje, a de Compliance, ajudaram no problema, destacando que as empresas sérias não têm esse problema, pois sabem a diferença que faz alguém de Marketing quanto a suas marcas e produtos.

Em Compras, o “inglesismo” mudou perfil (kkkk) e a lógica de se colocar na posição de comprador racional pode ajudar o mercado, e me parece lógica.

Quanto a Trade, percebam que, segundo os especialistas, a mudança privilegia quem entende de Marketing.

Em resumo, há vagas, e a necessidade de se estudar Marketing, em especial no mercado de live marketing (portanto conhecer o live marketing é bom), tornam a reportagem mais alarmista que fatal e não deve desestimular o estudo da disciplina, pelo contrário.

No entanto, que ela sirva de alerta para empresas, marcas e profissionais tolos de Marketing que ainda não entenderam seu verdadeiro papel na relação de mercado com agências de comunicação e live marketing (mais respeito com quem entende de... marketing vivo).

Tags: Artigo|Opinião|Ensaio